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Horário de verão começa em 16/10

Folhapress
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Brasília - O horário de verão vai da 0h do dia 16 de outubro até a meia-noite de 18 de fevereiro de 2006, segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau. Os relógios deverão ser adiantados em 1 hora em dez Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e no Distrito Federal. No Nordeste, onde os Estados já chegaram a ser incluídos em outras edições do horário de verão, ficou de fora do horário de verão a exemplo do ano passado porque o governo avaliou que os benefícios seriam muito pequenos com a medida na região.

A 35.ª edição do horário de verão - que vai durar 125 dias - começa uma semana antes do referendo popular sobre o comércio de armas de fogo e munição no País, o chamado referendo do desarmamento, previsto para 23 de outubro. O ministro explicou que a medida aproveita melhor a iluminação solar. Na última edição, o horário de verão começou no dia 2 de novembro, após o segundo turno das eleições, e durou 110 dias, acabando em 20 de fevereiro.

A implantação do horário, que normalmente ocorre em outubro, foi adiada na época a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para evitar uma reprogramação das urnas eletrônicas do primeiro para o segundo turno das eleições.

Rondeau estima que a medida deverá provocar uma economia 2.340 MW no horário de pico do consumo (entre 19h e 22h), o que representa uma quantidade de energia suficiente para abastecer o Distrito Federal e as cidades de Vitória (ES) e Porto Alegre (RS).

Isso significa, segundo Rondeau, que usinas termelétricas deixarão de gerar energia mais cara no período de ponta, economizando cerca de R$ 32 milhões. O horário de verão também flexibiliza a operação do sistema de transmissão e melhora a vida útil dos equipamentos do setor.

Espera-se por uma redução de 1.795 MW na demanda por energia somente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, ou seja, 4,6% no horário de ponta. No Estado de São Paulo, a redução no consumo deverá ser de 932 MW ou 4,7%. Na região Sul, a redução na demanda está estimada em 543 MW ou 5%.

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