Turismo

A preferência dos brasileiros

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Os brasileiros adoram Nova York. Em 2003, a Big Apple recebeu 3,9 milhões de turistas estrangeiros, sendo 66 mil da terra brasilis, número muito inferior a 2000, quando o dólar e o real estavam no mesmo pé.

Além do Marco Zero e da Times Square, são programas obrigatórios dos tupiniquins os museus, o Central Park, as lojas chiquérrimas da Quinta Avenida, a Estátua da Liberdade e o Empire State.

Cercada por edifícios gigantes para os padrões nacionais, Manhattan tem no Central Park um de seus cartões-postais mais conhecidos e mais curtidos.

Retratado em inúmeras produções cinematográficas, o palco predileto de Woody Allen é um pedaço verde inaugurado em 1870 rodeado por prédios e hotéis estrelados. Os Kennedy e a viúva de Lennon têm apartamentos lá.

Construído em um terreno pantanoso, o parque demorou 20 anos para ser inaugurado. Vale a pena caminhar entre as imensas árvores e a vegetação bem cuidada.

Se sua viagem coincidir com o verão novaiorquino, que é quente ao extremo, podendo chegar fácil aos 40 graus, ou no outono, quando as temperaturas são amenas, não deixe de conhecer o Strawberry Fields (West 72nd St), um pequeno jardim em homenagem a John Lennon - que fica na frente do Dakota, o prédio em que morava e foi assassinado, em 1980.

Vitrines

Dizem que Nova York é uma São Paulo organizada. Quem conhece sabe que é verdade. Suas calçadas são limpas, enormes, convidando ao passeio. Os carros param a qualquer avanço dos transeuntes e tudo funciona. Dá gosto de passear.

E um dos passeios mais gratificantes para quem adora vitrines é caminhar. O comércio chique, das grifes, fica em Midtown. É lá que são exibidas as últimas produções de Chanel, Versace, Valentino, Prada e Roberto Cavalli, entre outros.

Mas há centenas de lugares bacanas para se ver também na Quinta Avenida. Incluindo as lojas oficiais da Disney e da NBA, de departamentos, como a Sack’s e marcas mais populares mas adoradas pelos brasileiros, como Banana Republic e Gap.

O toque de glamour fica com a Tiffany (na esquina da Quinta Avenida com a rua 57), lugar em que a personagem de Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo” literalmente babou.

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No alto

Outro lugar que não pode deixar de ser visitado é o Empire State Building, que fica na Quinta Avenida, 350. O prédio, retratado no cinema em “Tarde Demais para Esquecer” e em “King Kong”, voltou a receber número recorde de visitantes.

É o melhor ponto para se ver a cidade do alto. Foi construído em apenas um ano e 45 dias e inaugurado em plena grande depressão, nos anos 30.

No 86º andar, seu observatório continua atraindo visitantes, embora haja filas quilométricas demandando pelo menos uma hora de espera. O ticket custa US$ 14. Informações no site www.esbnyc.com.

Outro lugar para quem quer ver a cidade do alto será reinaugurado em novembro: o observatório do Rockefeller Center, o Top of The Rock, que tem uma vista mais do que espetacular para o Central Park. Do 70º andar, a 259 metros de altura, o turista poderá ver a cidade em 360 graus. Detalhes pelo telefone (00-1-212) 698-2000.

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As águas do Hudson

Quem tem pânico de grandes alturas e claustrofobia de elevador pode se encantar com a Big Apple por água.

Um dos passeios mais disputados é a bordo do water taxi, que por US$ 20 dá direito ao visitante de conhecer vários monumentos, como a Ponte do Brooklyn e a Estátua da Liberdade durante dois dias e ainda embarcar e desembarcar em vários píeres, incluindo o 17, que é um shopping à beira do rio.

De lá, pode-se visitar outros pontos turísticos da cidade iluminada, como o Greenwich Village, o World Financial Center (na área do Marco Zero), Chelsea Piers; Brooklyn; Upper Side e Lower Manhattan. Informações pelo telefone (00-1-212) 742-1969, site www.nytaxi.com.

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