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Com 182 casos de tracoma, Bauru terá curso para diagnóstico da doença

Da Redação
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Os médicos das redes de saúde pública e particular de Bauru terão curso de capacitação para diagnóstico de tracoma, uma espécie de conjuntivite causada por bactéria que, se não for tratado, pode levar à cegueira. Nos últimos dois meses, foram registrados 182 casos da doença na cidade.

Os detalhes do curso foram discutidos em uma reunião, anteontem em São Paulo, entre o diretor do Departamento de Saúde Coletiva, Mário Ramos, e a médica Norma Medina, responsável pelo Setor de Oftalmologia Sanitária, do Centro de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Estado da Saúde.

O curso terá carga horária de 40 horas semanais entre teoria e prática. Para que haja o maior número de adesões possíveis, o DSC vai discutir com a classe médica de Bauru (redes pública e privada), a melhor forma de distribuição dos módulos para garantir a freqüência. O contato para definir datas começa nesta semana.

Segundo o Departamento de Saúde Coletiva, 182 casos foram confirmados desde junho, quando a Divisão de Vigilância Epidemiológica do DSC recebeu de uma médica oftalmologista o registro do tracoma, diagnosticado em escolas públicas, através de trabalho científico (tese) que ela vem realizando.

A partir daí, foram desencadeadas medidas de controle relativas à fonte de infecção e às vias de transmissão. As equipes da Secretaria Municipal de Saúde fizeram o diagnóstico nas escolas, distribuindo folhetos explicativos e convocando as pessoas que convivem com os infectados para tratamento (chamados de comunicantes). O medicamento é fornecido pelo Estado.

Destes, 60 são casos índices (crianças positivas, que iniciam o processo de transmissão) e 122 comunicantes positivos (familiares). Dos comunicantes, 47 não compareceram às escolas para diagnóstico. Diante disso, o DSC passou a fazer visitas domiciliares, trabalho que deve ser concluído nos próximos 20 dias.

A transmissão se dá de forma direta, de olho para olho entre pessoas, principalmente em ambientes fechados, ou de forma indireta, através de objetos contaminados. Os insetos podem atuar como vetores mecânicos, em especial a mosca doméstica.

Uma medida básica para evitar a doença é lavar bem as mãos e o rosto com água e sabonete. Outras providências: evitar coçar os olhos, procurar dormir sozinho na cama, não usar toalhas ou lenços de outras pessoas.

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