Cultura

Astronauta Pingüim toca no SuperNova

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

É através das expressões cibersurf music e pink rock (sim, com “i” mesmo!) que o gaúcho Astronauta Pingüim tenta definir sua música. Para os desavisados, isso significa uma mistura de surf music com punk e música eletrônica dos anos 70.

O resultado dessa mescla pode ser conferido hoje à noite no show que Astronauta Pingüim e sua banda - Clayton Martin (bateria) e Fábio Minhão (baixo) - fazem no Armazén Bar, através do projeto SuperNova de bandas independentes. O grupo apresenta o show do CD “Petiscos: sabor churrasco/Switched-on Bah!”, lançado no ano passado.

O álbum tem repertório de versões instrumentais de clássicos do rock gaúcho. São releituras repletas de sintetizadores moog para canções de Júpiter Maçã, Wander Wildner e Frank Jorge, entre outros.

“Escolhi rock gaúcho porque sou gaúcho. Muitas coisas que em São Paulo a galera não conhece, lá é hit. Todas as que eu gravei tocaram até a exaustão lá. Foi um disco que eu fiz voltado basicamente para o público rio-grandense(-do-sul) e que acabou tendo projeção nacional”, explica Pingüim.

O show tem também novidades como músicas do CD que ele está gravando com versões de clássicos dos anos 80, como “Ciúmes”, do Ultraje a Rigor, e “Tempos Modernos”, do Lulu Santos.

Paralelamente a esse trabalho - em que ele toca baixo, teclado e guitarra e divide o estúdio apenas como baterista Cristiano Krause -, Pingüin grava o disco “Supersexxxysounds”, que será lançado ainda neste ano. Este sim só com músicas autorais.

“Eu uso muitos elementos da música eletrônica - não bate-estaca, mas coisas na linha de Kraftwerk -, tem uma coisa do punk - dos primórdios do punk, mais como ideologia mesmo do ‘faça você mesmo’ - e rock progressivo”, define o músico.

Apaixonado por teclados vintage e sintetizadores - ele tem até a palavra “moog” tatuada no braço -, Pingüim se considera um pesquisador de instrumentos antigos. “O moog me encanta por ser o primeiro instrumento totalmente artificial e totalmente criado pelo homem”, diz.

O vôo

Além de sua carreira solo, Pingüim também acompanha os gaúchos do Júpiter Maçã em gravações e shows e atua, ainda, como produtor musical. Tocou teclados na banda de Wander Wildner até o começo deste ano e na extinta banda Arnaldos.

Quando ainda era Fabrício Carvalho, aos 12 anos, começou a tocar contrabaixo, seu primeiro instrumento. Depois, passou para o teclado. Dali para os sintetizadores foi um pulo. O estalo foi a trilha sonora de “Laranja Mecânica”, de Stanley Kubrik. Conseguiu seu primeiro moog em 1994 e a partir de então começaram seus primeiros vôos.

• Serviço

Astronauta Pingüin, hoje, às 23h, no Armazén Bar. Ingressos a R$ 10,00. Rua Quintino Bocaiúva, 2-20. Outras informações pelo (14) 3226-2016.

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