Polícia

Comportamento de cão será avaliado em laudo


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O comportamento de Pitoco deve ser avaliado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), conforme solicitou ontem à tarde o delegado do 2.º Distrito Policial, Carlos Creppe Júnior. Ele juntará o laudo do CCZ ao inquérito que será aberto para apurar o caso, registrado em boletim de ocorrência como omissão na cautela e guarda de animais com lesão corporal seguida de morte.

“Solicitei a presença da perícia na casa para verificar as condições do imóvel. O animal será avaliado pelo veterinário (do CCZ), que precisa de um tempo para avaliar, cerca de cinco dias”, diz o delegado. Mas a recolha do cachorro ainda depende de alguns ajustes que serão firmados entre o órgão e o dono do animal, Acássio Lucas de Oliveira. Embora a possibilidade tenha sido descartada, Oliveira teme que o cão seja sacrificado por ficar agressivo fora do ambiente doméstico.

A possibilidade do comportamento de Picoto tornar-se hostil fora de casa foi confirmada pelo veterinário Joel Francisco de Carvalho Amorim, profissional consultado pela reportagem. Para ele, a avaliação mais indicada neste caso seria a realizada no ambiente em que o animal vive. Em casa, ele é apontado como manso por Lucas, 12 anos, filho de Oliveira. Mas há cerca de um mês o animal mordeu um policial.

Na ocasião, a vítima também foi atacada dentro do imóvel, quando tentava conter um membro da família, que estava com o comportamento alterado. “O instinto de todo animal é o de defender o território dele (e o dono)”, explica Amorim. Ele também aponta o boxer como raça indicada para convívio com crianças, mas não nega a existência de exceções.

As características do comportamento de Pitoco constarão em laudo, que será anexado ao inquérito. Quando concluído, o documento será remetido à Justiça, que abrirá vistas ao Ministério Público. O órgão poderá pedir arquivamento do caso, novas diligências ou ainda oferecer denúncia. “Mas na hipótese de se verificar alguma imprudência, como a morte ocorreu dentro do âmbito familiar, (Oliveira) pode ter isenção de pena”, comenta Creppe.

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