Nacional

UFSCar proíbe festas no câmpus

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Carlos - A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) decidiu proibir festas no câmpus por razões de segurança. A medida obrigou os organizadores do 26.º Tusca, a maior festa universitária da cidade a mudar o local do evento. A medida gerou protesto dos alunos. Na última quinta-feira, 70 deles dormiram na reitoria para reivindicar uma autorização especial para o Tusca, que foi negada.

A proibição foi decretada pelo reitor Oswaldo Baptista Duarte Filho após decisão do Conselho Universitário (Consuni) no final de agosto. A decisão é válida por 60 dias - período em que uma comissão fará um reavaliação das normas de segurança.

Segundo a UFSCar, a medida foi adotada após ocorrências de arrombamento de prédios e depredação do patrimônio público. No dia 28 de outubro, o estudo será apresentado ao Consuni, que vai definir se proíbe definitivamente as festas no câmpus. O conselho tem 33 membros, incluindo seis estudantes. O presidente é o reitor da UFSCar.

O Tusca é uma disputa esportiva entre alunos da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos e da UFSCar. A parte mais conhecida da festa é o “corso’’, na qual milhares de alunos caminham de uma universidade à outra, passando pelas ruas da cidade.

Na chegada, é realizada a festa de confraternização. Com a medida, a celebração foi transferida para uma casa de eventos que fica ao lado da UFSCar. “Em 26 anos é a primeira vez que a abertura do Tusca não acontece na UFSCar. É uma tradição da cidade que está sendo interrompida por uma decisão da universidade que não foi amplamente discutida. Sempre que organizamos uma festa, pagamos por qualquer prejuízo’’, afirmou um dos organizadores do Tusca, Marcos Vinícius Carotenuto, 23. O evento foi realizado anteontem.

A proibição de festas em câmpus não é novidade na região. Em fevereiro deste ano, a Unesp de Araraquara baixou uma portaria, proibindo festas e consumo de álcool no câmpus.

Comentários

Comentários