Tribuna do Leitor

Sérgio: meu amigo, emoção e saudade


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Resolvi escrever algo sobre o Sergio e senti um misto de emoção e saudade. Muitas coisas vieram à mente, as imagens, como um filme, começaram a passar.

Vivenciamos incontáveis experiências. Uma delas foi quando juntos fomos num passeio de barco às margens do rio Tietê, em 2004.

Para fixar melhor a lembrança fui em busca de uma foto que retratou esse memorável momento, a foto de nosso passeio, ladeando o nosso amigo a coordenadora Gislaine, a secretária Natalia, Quinha, Paulino e demais alunos da nossa UATI-USC, um grande amigo, fiquei com os olhos marejados.

Foi um dia maravilhoso e inesquecível.

Mas continuava eu a buscar algo para escrever e tentar traduzir o que representou o Sergio em nossas vidas.

Falar do amigo companheiro de todas as horas, fiel e presente.

Falar do amigo ativo, estudioso, profundo conhecedor das nossas causas, que se tornou um verdadeiro mestre, que ensinava a verdadeira arte da fraternidade e da igualdade na sua simplicidade.

Falar do Sergio família, grande pai, tendo o respeito e admiração de todos.

Falar do homem, do ser humano Sergio, sim, acho que é fácil.

Para quem conviveu com ele, rememorá-lo não é difícil.

Exercia a bondade, espargia amor e simplicidade a todos que tiveram a felicidade de com ele conviver e compartilhar de sua amizade.

Generoso, dividia com todos que dele se acercavam, para um aconselhamento, sua invulgar sabedoria, baseada na dignidade, na sua cultura e na sua experiência de vida.

Detestando a prepotência, sabia ser tolerante, compreensivo e bom com os desvalidos.

Um líder nato, lutou sempre pela prevalência da honradez e da justiça sempre pela providência dos fins colimados pela nossa UATI-USC.

Deixou exemplos de bondade e sabedoria.

Soube jogar o jogo da vida, mas em cada lance realizado seu objetivo era o bom, era o bem.

Era independente, aliava à sua simplicidade, sem ares de sucumbência, a coragem.

Não a coragem da força física, mas a coragem intrépida interior, consciente, de enfrentar as vicissitudes da vida sem esmorecer, fundamentada na fé em Deus.

Mesmo com a malfadada doença existente, não se deu por vencido, lutou até ao fim.

A morte pensa que o tem junto a si, ledo engano. Ele não morreu, apenas desapareceu. O seu exemplo de vida transcende a ela.

Ele está conosco, radiante pelo dever cumprido, de braços abertos para um fraternal abraço de seus entes queridos e amigos.

Descanse em paz, meu amigo, e rogamos a Deus que o proteja, ilumine e guarde.

Waldemir Ferreira Costa - aluno da UATI-USC - RG 5.953.940

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