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Melhoria contínua: Reconhecimento


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Estudo recente do Instituto Brasileiro de Intra-Empreendedorismo (Ibie) com 4.400 funcionários de grandes empresas no Brasil revelou que a ausência de políticas formais de reconhecimento é considerada o maior obstáculo que os impedem de ser mais empreendedores no trabalho.

Por outro lado, um levantamento realizado pela revista Exame, edição de 31 de agosto de 2005, mostrou que a meritocracia é um dos fatores que garantiu o crescimento constante - e com lucro - de um seleto grupo de empresas brasileiras. Os funcionários têm metas ligadas ao crescimento da organização e são remunerados pelo cumprimento delas.

Constata-se com isto o óbvio: o ser humano precisa de perspectiva e de reconhecimento para se motivar. Ele se entusiasma ao saber que algo bom pode acontecer.

Atitude aparentemente simples, mas que apenas poucas empresas conseguem realizar. Além do egoísmo e desinteresse por pessoas por parte de alguns empresários, uma das razões é o fato do elogio não ter conquistado ainda o espaço merecido em nossa cultura. A crítica prevalece em quantidade e qualidade.

Aprendemos a ser críticos num local que era para ser bem sadio: nossas residências, com raras exceções.

O número de críticas no ambiente familiar é muito superior ao número de elogios. Experimenta medir. A crítica é necessária, mas em excesso gera negatividades. Com isto as pessoas desenvolvem no convívio familiar a baixa auto-estima. Aprendem a não gostar de si e a não ter autoconfiança.

Nossos pais aprenderam com nossos avós, que eram ignorantes, de maneira geral, no tocante a lidar com gente.

Infelizmente, levamos essa aprendizagem errônea para todos os cantos da sociedade, inclusive para as organizações. Verdadeiras contaminações.

Achamos normal focar nos defeitos do próximo e evitamos elogiá-lo. Devido a isto, toda empresa deve medir o índice de críticas versus elogios em seu ambiente de trabalho e se esforçar em reverter isso, através de treinamentos e de novas políticas de recursos humanos.

Acredito que essa corrente deverá ser interrompida rapidamente, pois está afetando diretamente a lucratividade das empresas.

Eu sei que já se tornou redundante dizer que o investimento nas pessoas é um bom negócio, mas ambiente excessivamente crítico gera desmotivação, que por sua vez provoca perdas de criatividade e produtividade.

Sei também que é na perda e na dor que geralmente as mudanças comportamentais acontecem de forma acelerada. Pense nisso!

Sugestão de melhoria

Esforce-se para conservar no espírito as emoções positivas da existência e esquecer as coisas negativas.

O autor, Davison de Lucas, é diretor da M. Davison & Associados, consultor organizacional e palestrante.

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