A partir de 1997, o setor ceramista entrou naquela que seria considerada uma das piores crises de toda sua história e de lá para cá tanto o número de empresas quanto a produção estão em ordem decrescente.
O presidente da associação dos ceramistas admite que faltou investimentos em tecnologia. “Neste período enfrentamos a implantação da lei ambiental, que dificultou a aquisição de argila. Para proteger o meio ambiente, de uma hora para outra foi implantada a lei e tivemos de começar a pagar mais caro pela matéria-prima. Muita gente perdeu o emprego”, relata o presidente da Associação dos Ceramistas de Barra Bonita e Igaraçu do Tietê, Alfredo Calêncio Neto.
No início do ano 2000, a questão da argila melhorou. “Até porque as cerâmicas já estavam decadentes e consumiam menos. Agora tem argila, mas o mercado está muito ruim. O governo estadual tem de fazer alguma coisa para melhorar esse mercado. Cerâmica vermelha no Brasil é um dos setores que mais gera emprego. Não tivemos como investir em tecnologia”, comenta.