Os bancários de São Paulo rejeitaram na última quarta-feira a proposta de 4% de reajuste salarial feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A categoria, que tem data-base em setembro, aprovou ainda uma paralisação de advertência de 24 horas para a quarta-feira.
Para pressionar a Fenaban a melhorar a proposta, os bancários também ameaçam deflagrar uma greve por tempo indeterminado a partir de 6 de outubro. Até lá, a categoria estará em estado de greve.
A proposta da Fenaban prevê ainda abono de R$ 1.000,00 e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) equivalente a 80% do salário mais um fixo de R$ 733,00.
Os banqueiros também querem cortar a 13.ª cesta-alimentação. Os bancários querem reajuste salarial de 11,77%, PLR equivalente a 100% de um salário nominal mais um fixo de R$ 788,00 acrescidos de 5% do lucro líquido distribuídos de forma linear entre os funcionários.
“A postura dos banqueiros deixou os bancários revoltados. Não querem pagar aumento real e ainda se recusam a rever o formato da PLR, apesar do lucro estrondoso que apresentamâ€, disse o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino.