O simples acompanhar dos noticiários, desde a implantação da tão desejada democracia, nos demonstra que cada vez mais estamos à “borda do precipício”, senão vejamos: “ab initio” foi a “maledeta e irresponsável” anistia geral, total e irrestrita, que regurgitou para as ruas toda espécie de “herói”, inclusive seqüestrador de embaixador, que hoje é um dos legisladores, entre outras figuras carimbadas que se posicionam nos Executivos e Legislativos.
Em seguida, vieram as privatizações, inclusive com a desativação das ferrovias de São Paulo, obrigando a todos a pagar pedágio, pois, no mínimo, era essa uma das condições: a de “não haver concorrência”, gerando assim a obrigatoriedade ao uso das rodovias, feitas com recursos públicos, pagos pelos cidadãos. Os pedágios jamais fizeram nada, a não ser tapar alguns buracos ou de quando em vez passar uma “camadinha” de piche para tapear os imbecis, digo eleitores. Para coroar o rocambolesco retorno à democracia, agora faz-se abertamente campanha pelo desarmamento do cidadão, enquanto cogita-se de penas alternativas para a marginalidade, que já possui mais direitos do que quem labuta no dia-a-dia e vive do miserável salário mínimo imposto pelo extraordinário governo chamado de democrático, que só atua sob medidas provisórias (definitivas).
Aqueles, como os delegados da Polícia Federal que prenderam o Duda na rinha de galo, foram punidos e afastados e o “infrator liberado”. Realmente está tudo invertido e de ponta cabeça. O extraordinário “governo democrático” faz violenta campanha contra o cidadão possuir armas para garantir, a quem de direito, que não haverá mais reação, assim futuramente o cara trabalha, se não for assaltado, paga os impostos, senão perde o que tem, por falta de pagamento dos impostos, absolutamente necessários para financiar a continuidade da corrupção, enquanto que os outros que não optaram pela carreira política, possuem até lança míssil, tendo o policial que enfrentá-los apenas com seu “tresoitão”. E muito cuidado com quem prendem, pois viram o que aconteceu com quem prendeu o Duda Mendonça?
Finalmente, vamos novamente exercer nosso sacrossanto direito de votar para escolher se continuamos com o direito de ter em casa uma arma, que nos daria alguma sensação de segurança e faria o bandido ter algum escrúpulo, com receio de alguma reação do “roubado” ou possuir uma arma será direito apenas do marginal? Com a legislação feita a favor dos mesmos, esses, além da certeza da impunidade, se tiverem que ficar presos terão a mordomia que quiserem. Caso contrário, colocam fogo nos colchões e devolvem as “quentinhas” se o cardápio não agradar. Proféticas, sem dúvida, são as palavras do último presidente do governo militar: “Bem mais cedo do que imagina, os cidadãos trabalhadores desta Nação estarão dizendo: Eu era feliz e não sabia...”
Antonio Miguel Edaes Inete - OAB SP 32015