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Corpo de empresária é encontrado

Folhapress
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São Paulo - O corpo da dona de cooperativa de lotação Marlene Bittencourt, 57 anos, seqüestrada desde a última sexta-feira, foi encontrado, ontem de manhã, em um matagal às margens do quilômetro 76 da rodovia Fernão Dias, na região de Mairiporã (Grande SP). Quem levou a polícia ao local foi uma das acusadas pelo seqüestro. Lá também havia uma ossada de outro cadáver. O marido dela, um motorista de lotação de 35 anos que trabalhou para Marlene, se suicidou depois que investigadores cercaram sua casa, no Parque Guarani (zona leste de SP).

Segundo a polícia, ele era suspeito porque anteontem, dia do pagamento do resgate, o ex-motorista apareceu na casa da vítima pedindo o emprego que havia perdido há três meses. “Seria o álibi dele”, afirmou o delegado Wagner Giudice, da Divisão Anti-Seqüestro (DAS).

De acordo com o delegado, a presa disse à polícia que o marido chegou em casa, na última sexta-feira, com o corpo de Marlene no porta-malas de seu carro. A dupla, então, escondeu o cadáver no quintal da casa e passou a extorquir a sobrinha da vítima exigindo R$ 50 mil de resgate. O ex-funcionário saberia que Marlene havia acabado de vender um dos quatro ônibus de sua frota por R$ 80 mil.

Após negociações, a família fechou o resgate em R$ 2.100,00, mas só entregaria o dinheiro se tivesse uma prova de que Marlene estava viva. Diante da exigência, os seqüestradores deixaram o dedo médio esquerdo e uma corrente da vítima na cabine de um telefone público. “É bem provável que ela (Marlene) já estivesse morta quando o dedo foi retirado”, disse Giudice.

Ainda de acordo com o delegado, a acusada disse que ela o marido jogaram o corpo no matagal por volta das 7h de anteontem. Sobre a ossada encontrada a cerca de seis metros do corpo de Marlene, a presa teria afirmado desconhecer o cadáver. Exames para identificar de quem são os ossos devem ficar prontos na próxima semana.

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