Bairros

Bosque do Parque União começa a ser cercado

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O Bosque Boa Vista, localizado no Parque União, está sendo cercado por alambrado e terá calçadas. As obras, informa a assessoria de imprensa da prefeitura, visam dar mais segurança à comunidade. Três pessoas morreram no poço existente dentro da área verde - a última no início deste ano - e moradores da região reclamam que o bosque tem sido usado para consumo de drogas, prostituição e depósito de lixo.

Depois de cercado, segundo a prefeitura, o bosque terá portões de acesso que serão controlados pela associação de moradores. Após o último afogamento, a Secretaria do Meio Ambiente (Semma) já havia instalado placas em torno do poço alertando que é proibido tomar banho e nadar no local.

Há mais de 15 anos lutando pela melhoria do Bosque Boa Vista, Antônio Carlos Yamashita, presidente da Sociedade Amigos do Parque União, ressalta que o projeto da entidade ainda inclui a construção de trilha no interior do parque, instalação de aparelhos para ginástica e de tanque de areia para as crianças brincarem. “A nossa proposta é fazer uma trilha por entre as árvores. Hoje, a alternativa para caminhada é o estádio distrital daqui, mas nem todos os moradores conseguem usá-lo por causa do horário de abertura e fechamento. Já o parque teria um horário maior de funcionamento”, explica.

Ainda fazem parte do projeto da Sociedade Amigos do Parque União a construção de quiosques no interior do parque e de mesas para jogos. “É mais uma forma da população melhor usar o parque, o único da cidade que tem mata nativa, córrego e cachoeiras”, frisa Yamashita.

Mas apesar das placas alertando para o risco de afogamento em torno do poço, ele receia novos acidentes. “Com a chegada do verão, a gente fica preocupado sim porque já morreram três pessoas”, frisa. No início do ano, os bombeiros que vistoriaram o poço do Parque União constataram que ele dá acessos a cavernas.

Na época, além da instalação das placas, surgiram duas propostas em torno do local. Uma era colocar pedras no fundo do poço para reduzir a profundidade e, assim, diminuir o risco de afogamento e fechar o acesso às cavernas.

A outra sugestão era de explorar turisticamente o poço e as cavernas. Porém, como no local há escavações subterrâneas, qualquer medida depende de autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Técnicos do órgão vistoriaram o local, mas segundo Carlos Barbieri, titular da Semma, ainda não se manifestaram sobre as cavernas.

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