Brasília - A balança comercial registrou em setembro um superávit comercial (saldo positivo entre exportações e importações) de US$ 4,329 bilhões. O saldo é maior que o registrado no mês anterior (US$ 3,670 bilhões) e maior também que os US$ 3,172 bilhões do mesmo mês do ano passado.
O dólar abaixo dos R$ 2,30 não tem conseguido reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no Exterior. As exportações ultrapassaram US$ 10 bilhões em setembro. No mês passado, as vendas ao exterior foram de US$ 10,635 bilhões e as importações somaram US$ 6,306 bilhões, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento.
Apesar do resultado positivo, as exportações tiveram uma queda de 6,3% sobre agosto e uma alta de 19,2% sobre o mesmo mês do ano passado. Já as importações tiveram uma queda de 17,9% na comparação com agosto. Em relação a setembro de 2004, o crescimento foi de 9,7%.
Colaborou para o desempenho de setembro o resultado da última semana do mês - dias 26 a 30. Neste período, o superávit comercial foi de US$ 788 milhões. As exportações na última semana somaram US$ 2,297 bilhões e as importações, US$ 1,509 bilhão.
O superávit comercial dos primeiros nove meses deste ano é de US$ 32,671 bilhões, um crescimento de 30,1% sobre o mesmo período do ano passado (US$ 25,075 bilhões). Esse saldo é a diferença entre as exportações, que somaram US$ 86,720 bilhões, e as importações, que entre janeiro e setembro foram de US$ 54,049 bilhões. As vendas ao Exterior acumulam no ano crescimento de 23,4%. Já as importações cresceram 19,6% nos primeiros sete meses do ano.
No acumulado dos últimos 12 meses - outubro de 2004 a setembro de 2005 - as exportações somam US$ 112,917 bilhões e as importações, US$ 71,658 bilhões - superávit de US$ 41,259 bilhões.
Ainda nesta tarde, o ministro Luiz Fernando Furlan irá anunciar as novas metas de exportações e importações para este. No ano passado, o superávit foi de US$ 33,664 bilhões, o maior da história do País. Para este ano, o mercado financeiro prevê um superávit comercial de US$ 40,5 bilhões. Já a previsão do Banco Central é que a balança termine o ano com um saldo positivo de US$ 38 bilhões.