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Usuária do Iamspe com inseto na orelha reclama de dificuldade para atendimento

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

A boa vontade de um médico pôs fim ao pesadelo da professora Lenita Aparecida de Oliveira Inhesta. Ele retirou um inseto do aparelho auditivo dela. Não fosse o ato benevolente, o procedimento poderia levar cerca de um mês para ser realizado pelo Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (Iamspe) ou recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Pelo menos esta foi a informação transmitida a Lenita pela secretária de um otorrinolaringologista conveniado ao instituto. “Eu liguei para o consultório e só tinha consulta daqui um mês. O Ceama (Centro de Assistência Médica Ambulatorial) do Iamspe não tinha especialista para atender meu caso. Eles que indicaram o otorrino”, conta. O Ceama presta atendimento médico ambulatorial aos servidores estaduais.

Antes de procurar por telefone o centro de assistência, a professora passou por momentos difíceis. “Eram umas duas horas da madrugada quando senti o bichinho andando na minha orelha. Bati com a mão e ele entrou no ouvido. Quanto mais eu tentava tirá-lo, mas entrava. Sentia as garras das patinhas dele. Acordei a casa toda (para ajudá-la a retirá-lo). Depois, acho que bicho morreu de asfixia. Fui (na madrugada) no Pronto-Atendimento do Iamspe (situado no prédio do Hospital de Base)”, relata.

O médico de plantão teria lavado a orelha de Lenita com soro fisiológico. Depois de várias tentativas, teria conseguido localizar o inseto, mas por não dispor de instrumento adequado para retirá-lo, recomendou que ela procurasse um especialista.

“Já estava doendo meu rosto, até meu dente. Tomei um medicamento para relaxar um pouco. Logo cedo, liguei para o Ceama. Descobri que eles não têm especialista de otorrinolaringologia para emergência”, reclama. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa do Iamspe, o órgão tem convênio com a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) e conta com o corpo clínico da entidade.

A assessoria ressalta ainda que o Departamento de Convênios Médicos notificará a AHB e o especialista para que expliquem a recusa do atendimento de urgência. Porém, de acordo com o superintendente da AHB, Reinaldo Rocha, só atendem pelo Iamspe os médicos da AHB interessados no convênio, o que não ocorreu com os otorrinolaringologistas da entidade.

Rocha ainda esclarece que o corpo clínico da entidade só atende integralmente os pacientes internados do Iamspe - órgão do governo paulista, que presta assistência médica ao funcionalismo público estadual.

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