Para fugir do sol e do calor, que bateu 34 graus na tarde de ontem em Bauru, muitos pedestres preferiram pegar ônibus para fazer o mesmo caminho que fariam a pé. “Quem agüenta andar com esse sol?”, pergunta a doméstica Maria de Nazaré Souza do Nascimento, em frente ao ponto de ônibus na Praça Machado de Melo.
A Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Bauru (Transurb) não possui estatísticas específicas sobre o período, mas os motoristas dos coletivos entrevistados pelo Jornal da Cidade confirmam a tendência: quanto mais intenso o sol, maior o número de passageiros.
“Principalmente das 16h às 18h”, exemplifica o motorista Emanuel Messias da Silva, que faz percurso até a Vila Nova Bauru. “Até o sol ir embora, o carro fica lotado”, confirma.
O cobrador Mimoru Imameda, da linha Mary Dota, também apontou que a média de 350 passageiros por dia sobe quando está mais quente. “Começou o calor, mais pessoas pegam ônibus”, observa.
A aposentada Iolanda Barbosa Silva, 78 anos, costuma fazer seu trajeto a pé, mas ontem escolheu o coletivo. “Com esse sol, é melhor ir de passageira”, comenta.
Para o motorista José Macedo do Carmo, que faz a linha que atende o Jardim Helena, a variação da temperatura não é muito significativa. “Aumenta um pouco, mas nos horários de picos a quantidade de pessoas é igual”.
Para o feriado de amanhã, o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) prevê poucas nuvens sem chuvas. Durante à tarde e no início da noite, a temperatura elevada provocará chuvas em algumas áreas isoladas do Estado.
A máxima registrada pelo IPMet ontem foi de 34,1 graus às 15h20. Segundo o instituto, as tardes da primavera são mais quentes que as de verão pela falta de chuvas.
Os recordes de temperatura no mês de outubro foram 36,2º em 1997, 32,6º em 1998, 35,2º em 1999, 35,6º em 2000, 34,6º em 2001, 37,8º em 2002, 36,2º em 2003 e ano passado a maior temperatura do mês foi 34,4º.