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Pedida prisão do filho de ex-prefeito

Folhapress
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Marília - A Polícia Civil pediu ontem a prisão temporária de Rafael Camarinha, filho do ex-prefeito de Marília (1982-1988, 1996-2000 e 2001-2004), Abelardo Camarinha (PSB). acusado de participar do incêndio criminoso contra a sede da Central Marília de Notícias (CMN), em Marília (100 km de Bauru), no dia 8 de setembro deste ano.

A Justiça não tinha se manifestado sobre o pedido até o final da noite de ontem. Rafael também é irmão do deputado estadual Vinícius Camarinha (PSB). Abelardo Camarinha afirmou que a acusação contra seu filho é infundada. “Primeiro culparam a mim, depois meu filho Vinícius e agora o Rafael. Ele não está envolvido em nada e à disposição da Justiça. Isso não passa de uma armação’’, afirmou Abelardo.

No dia do crime, as instalações do “Diário de Marília’’, da rádio “Diário FM’’ e da “Dirceu AM’’, ficaram destruídas. A prisãode Rafael foi pedida depois que Anderson Ricardo Lopes, conhecido por Ricardinho, 25 anos, o acusou de ser o mandante do crime. Ricardinho foi detido em Embu (Grande São Paulo).

Segundo o delegado Roberto Terraz, titular da delegacia seccional de Marília, ele confessou ter rendido o vigia e iniciado o incêndio. Ricardinho foi detido após a polícia localizar uma tia dele que trabalha no comércio de Marília. Os investigadores pediram para que ela entrasse em contato com o sobrinho e pedisse para que ele se entregasse. Pouco depois, o acusado ligou para o investigador dizendo que não se entregaria porque tinha medo. O número - deum orelhão - ficou registrado no celular do investigador e Ricardinho foi preso.

Dias antes, ele havia entregue uma carta a um tio em Santa Cruz das Palmeiras (244 km de São Paulo). O conteúdo do documento é semelhante ao depoimento dado por Ricardinho. Ele havia dito ao tio que temia pela vida e que, se morresse, a carta deveria ser entregue à polícia. Um outro acusado, Amauri Campoy, 57 anos, já está preso.

Ricardinho disse à polícia que foi levado à sede da CMN em um Gol por Rafael Camarinha. Antes do incêndio, eles teriam estado em um galpão que funcionava como escritório político de Abelardo e Vinícius. A polícia esteve no local após a prisão e encontrou panfletos e outros materiais de campanha de Abelardo e Vinícius. Um veículo pertencente a Amarildo Barbosa, também acusado de participação no caso, foi encontrado no local. “Lá também havia pedaços de tecido semelhantes ao utilizado para atear o fogo na CMN’’, disse o delegado.

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