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Confronto opõe tradição e novidade

Folhapress
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São Paulo - De um lado, a tradição. De outro, caras novas. No clássico de hoje, os palmeirenses chegam mais adaptados. No banco, contam com Leão, ex-ídolo com grande rodagem na equipe. No comando do futebol, Salvador Hugo Palaia, com mais de quatro décadas de clube. No time, atletas que estão há muito tempo no clube, como o goleiro Marcos, desde 1999 titular da equipe alviverde.

No Parque São Jorge, quase tudo é recente. O homem que dá as cartas na parceria, Kia Joorabchian, não sabia o que era o Corinthians até o ano passado. As principais estrelas da equipe também não têm identificação com o clube mais popular de São Paulo.

No banco, Antônio Lopes debutará no clássico. “A gente tem mais noção da grandeza desse jogo porque vivemos mais vezes isso. Três, quatro jogos atrás a torcida já gritava o dia do jogo contra o Corinthians”, disse o lateral Corrêa, que está desde 2001 no time do Parque Antártica.

Mas os corintianos sabem da importância desse duelo. “Eu já fui do Flamengo, do Vasco, do Fluminense. Já tive possibilidade de viver rivalidade parecida. Mas eu entendo que seja um clássico igual a outro qualquer”, afirmou o técnico Antônio Lopes corintiano.

Ofensividade

Não é à toa que o Palmeiras é o clube a ser observado e o Corinthians o time a ser batido neste Brasileiro. Com eles em campo, dificilmente uma partida terminará sem gols. Isso porque corintianos e palmeirenses têm uma média alta de gols (feitos e sofridos) em seus jogos.

A do time do Parque São Jorge é de 3,77. No outro Parque, esse número é 3,39. A soma dessas médias, 7,16 gols por jogo, é a maior da dupla desde 1971, quando foi criado o Brasileiro.

Muito dessa disposição ofensiva é mérito dos ataques dos dois times. Corinthians, com 66 gols anotados, e Palmeiras, com 59, chegaram a esta rodada do Campeonato Brasileiro com os setores ofensivos mais produtivos da competição.

Mas não são apenas os ataques os responsáveis pela alta dose de emoção nas partidas da dupla paulista. As defesas de ambos têm se mostrado generosas. O Palmeiras já sofreu 46 gols. O Corinthians, que por várias rodadas teve a segunda defesa mais esburacada do campeonato, sofreu 47 tentos.

Essa discrepância entre defesa e ataque tem sido uma das preocupações de Antônio Lopes no Corinthians. “Temos um time tremendamente ofensivo e aos poucos vamos conseguindo equilibrá-lo com a defesa”, explica o técnico corintiano.

Apesar de toda a expectativa e do retrospecto que apontam para um clássico recheado de gols, o treinador palmeirense aposta na velha máxima de que num confronto dessa envergadura não se corre riscos. “O Corinthians não vai jogar assim. Ele ganhou pontos importantes contra o Santos e não vai querer perder agora”, aposta Leão.

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