Tribuna do Leitor

Manifesto sobre referendo


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Retorno à tribuna deste ilustre veículo de comunicação para me manifestar acerca de um assunto muito divulgado pelos diversos meios de comunicação nos últimos tempos, o qual se aproxima. É o chamado referendo. Mas o que significa isto? O termo acima trata-se nada mais nada menos, segundo o minidicionário de Língua Portuguesa, de Luiz Antonio Sacconi, do exercício do direito de voto que todos têm para decidir questões de grande interesse nacional.

Porém, o que é apresentado neste momento não é nenhum candidato postulante aos poderes Legislativo ou Executivo, mas uma proposta para a sociedade civil em geral acerca do desarmamento, fazendo-nos o seguinte questionamento: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”

Eis aí um tema muito interessante a ser discutido, isto mesmo, discutido. A segurança pública não se resume a um apertar de dois botões, devendo ser proposta pelos mandatários da nação uma discussão envolvendo todos, sociedade civil, poder público, governos nas três esferas (federal, estadual e municipal), sindicatos, polícias (civil e militar).

Primeiramente, na minha humilde opinião, é que se deve fazer uma revisão nas leis desta constituição acerca do cidadão comum poder se defender numa situação de risco. Outro ponto é que não se deve tratar o problema nos frutos e sim na raiz, ou seja, qual a causa de tanta criminalidade, violência e ameaça à vida, o bem mais precioso de todos nós? Deve ser realmente o desemprego, a fome, a miséria, a violência, aos quais uma grande parcela da população é submetida todos os dias, diuturnamente, não tendo o básico para sua sobrevivência e dos seus.

Desculpem, agora, o desabafo, mas nossos dirigentes devem “criar vergonha nessa cara de pau” que insistem em manter. O que se deve refletir é o porquê temos que proibir um cidadão de ter a sua arma em casa se o bandido que a tem, provavelmente a roubou. Então, somente finalizando, o que vale mesmo é a preservação da vida, e sempre lembrando aquela velha máxima, que não me recordo o autor, mas que diz nessas palavras o dito por mim no parágrafo seis deste artigo: “Eduquem-se os meninos e não será preciso castigar os homens”.

Rodrigo Cabello da Silva - RG 25.209.620-4

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