Bairros

Lions quer transformar Legião Feminina em prestadora de serviço

Da Redação
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O Lions Clube Bauru Sul e o Lions Clube Bauru Norte, que mantêm financeiramente a Legião Feminina, querem que a entidade passe de formadora de mão-de-obra para prestadora de serviços à iniciativa privada. A proposta é implantar curso de telemarketing para as meninas da entidade, que durante o treinamento poderiam exercer a atividade.

Com isso, a Legião Feminina teria uma fonte de renda para custear outros cursos. Mas para concretizar os planos, o Lions de Bauru precisa de dinheiro para implantar uma central de telemarketing. Por isso, o clube de serviço está pleiteando ao Lions Club Internacional e ao Governo Estadual verba no valor de US$ 100 mil.

O dinheiro seria empregado na construção de centro de treinamento de telemarketing, na reforma do prédio da Legião Feminina e na construção de um anfiteatro. De acordo com o presidente do Lions Club Bauru Sul, Evaristo Rodriguez Gonzales, o pedido da verba, com o projeto do centro de telemarketing, já foi apresentado ao governador distrital dos Lions, Tadami Kawata, que estará hoje em Bauru visitando a Legião Feminina.

Gonzales está confiante que a entidade internacional liberará, em breve, a verba, ou parte dela. “Nós já estamos trabalhando com isso (o projeto) desde a eleição do governo, então já havia um compromisso dele (Kawata) e do assessor dele que cuida do Lions Internacional”, explica.

Este não seria o primeiro projeto a receber verba do Lions Internacional. O programa de combate à cegueira fez mais de 12.000 operações de catarata, de graça, e foi custeado pela entidade. Em parceria, seis Lions Clubes de Bauru também realizaram projetos na cidade como a construção do centro de hemodiálise, com apoio do Governo Estadual e da Associação Hospitalar de Bauru.

Segundo Coaracy Antônio Domingues, presidente do Lions Club Bauru Norte, a central de telemarketing da Legião Feminina poderia trabalhar para empresas que queiram terceirizar serviços na área. Ele já tem, inclusive, planos de contatar uma das maiores empresas do ramo na cidade para expor o projeto.

A Legião Feminina de Bauru, fundada em 1972, mantida pelos Lions Clubes de Bauru, prepara e coloca no mercado de trabalho meninas entre 15 e 18 anos. Nos seus 33 anos de existência, deu oportunidades de emprego a mais de 25 mil jovens.

Atualmente, a entidade conta com quatro cursos: atendente, recepcionista, auxiliar de escritório e auxiliar odontológico. O novo curso de telemarketing, iniciado em setembro, está em fase experimental com turma de 45 alunas, com mais de 17 anos. “Estamos fazendo este curso para incrementar o currículo delas”, diz Ulisses Astolfe, 45 anos, professor do curso.

Ele acredita que este ramo do mercado é um dos que mais emprega hoje. A presidente da Legião Feminina, Elizabeth Dainton Bernardes, explica que o curso é destinado às meninas que não conseguiram emprego. “Aquelas que não conseguiram ser registradas nas empresas colaboradoras, têm este curso à noite”, esclarece.

Maria Angélica Oliveira, 16 anos, aluna da Legião Feminina a pouco tempo, diz que é seu sonho conseguir um emprego através da entidade. “Desde os 10 anos já queria trabalhar, daí quando deu a idade eu fiz a inscrição. Depois ligaram lá (em casa) e eu fiquei superfeliz, até pulei de alegria”, conta, esperançosa.

Aline Aquino, 16 anos, explica que chegou à entidade com a ajuda da mãe. “Eu tinha uma prima que já fez (a Legião Feminina). Minha mãe ficava ligando para ver se saía a inscrição, aí a gente conseguiu pegar (uma vaga)”, conta, torcendo para que seja encaminhada para um emprego.

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Emprego

A presidente da Legião Feminina, Elizabeth Dainton Bernardes, explica que das 200 meninas atendidas pela entidade, 145 estão empregadas nas cerca de 120 empresas colaboradoras. Elas recebem salário mínimo e não trabalham mais do que 40 horas semanais.

As meninas são empregadas como jovens aprendizes, modalidade permitida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, conta Bernardes. “De 2000 para trás era um número muito maior de meninas (empregadas) porque não era precisar registro em carteira”, explica.

Segundo ela, depois da vigência do estatuto, houve uma diminuição do número de jovens empregadas já que a Legião Feminina teve que se adaptar às novas normas do estatuto.

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