Cultura

De volta aos grooves

Por Da Redação | Com Folhapress
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Foram mais de 600 mil cópias vendidas do disco “MTV ao Vivo”. Agora, após três anos sem lançar músicas inéditas, o Jota Quest faz um álbum de estúdio, “Até Onde Vai” (já nas lojas), com 14 faixas, sendo 12 inéditas. A banda volta a apostar mais em grooves black e músicas de festa dançantes, como em seus primeiros trabalhos, com sons que remetem à década de 70.

Por outro lado, as baladas lembram as de “Discotecagem Pop Variada”, último álbum antes do projeto ao vivo. A surpresa fica por conta das letras. De duas, especificamente, que falam de política no embalo das CPIs do momento. É a primeira vez que eles falam do assunto em seus álbuns. Marco Túlio alega que era inevitável. “É difícil passar por um período como esse e não falar nada”, observa.

“É Rir para Não Chorar” é explícita. Diz: “E quem tá com a mão mais suja? /O empresário ou o político? /O acusado ou quem acusa?”. Já “Absurdo”, feita por Lulu Santos, é mais indireta. E há “Libere a Mente”, com participação de Evandro MC, que manda: “No país da CPI, vem aí, teste para liberar a mente”. É um dos destaques, ao lado de “Não Dá”.

Entre as baladas, “Palavras de um Futuro Bom” é boa, mas tem a cara das românticas que o grupo já emplacou. Por outro lado, é justamente com uma regravação que o grupo retorna às rádios e programas de videoclipes: “Além do Horizonte”, composta por Roberto Carlos e Erasmo Carlos e gravada pelo Rei em 1975.

“Faz tempo que queríamos gravar algo do Roberto, porque tocamos em shows, mas nunca fizemos isso em disco de estúdio. Quando começamos a ensaiar para esse trabalho, tocamos a música de brincadeira e ela foi ganhando força. O ‘lá lá lá lá’ é irresistível”, observa o vocalista Rogério Flausino. “Essa foi a primeira canção que gravamos e mostramos para os amigos. A gente queria que a galera ouvisse para puxar as outras também”, brinca.

Além de parceiros habituais, como Nando Reis e Sideral, que sempre contribuem com letras e músicas nos álbuns do grupo, novos amigos foram “agregados” em “Até Onde Vai”: os músicos conterrâneos do Tianastácia, o rapper também mineiro Evandro MC e a dupla inglesa Layo e Bushwaka. Segundo Flausino, ele fez uma parceria com a dupla, “Sunshine em Ipanema”, para o disco deles. Tratava-se de um lounge que ele transformou em rock para gravar.

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