Turismo

Paisagem única

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 1 min

Muitos dos cerca de 70 mil habitantes do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses vivem praticamente da pesca. São pessoas simples, espalhadas por casas de pau-a-pique com telhado de folha de carnaúba. Algumas chegam até a duvidar que o homem foi à Lua, não contam com energia elétrica e poucas vezes tiveram acesso à televisão.

Quando a seca chega, muitos deles arrumam as trouxas e partem para municípios vizinhos, onde se transformam em pequenos agricultores. Os mais jovens, por força da movimentação turística, tornam-se guias, já que conhecem cada palmo do caminho.

Sem eles é impossível visitar o parque, subir as dunas e voltar para a base de apoio. É tanta areia mudando de lugar pela ação dos ventos que tudo parece igual e há sérios riscos de não se encontrar a trilha da volta, já que as pegadas desaparecem.

De Barreirinhas ou de Santo Amaro, outra vila encantadora onde foram gravadas as cenas de “Casa de Areia”, filme dirigido por Andrucha Waddington que tem como protagonista os Grandes Lençóis, o acesso às atrações é feito por estradas de areia, com nenhuma sinalização. Motivo a mais para se contratar serviços de turismo especializados.

Para quem programa visitar os lençóis, a melhor época é a das chuvas no Nordeste, preferencialmente entre junho-julho, coincidindo com a época que o grande diferencial do deserto brasileiro, as lagoas, estão cheias de água cristalina.

São milhares de lagoas dos mais variados tamanhos, com tonalidades que variam do verde ao azul mais intenso. Estar nessa época no Parque dos Lençóis, caminhar pelas dunas e se refrescar em suas lagoas é entrar em comunhão com a natureza, com o silêncio, com o contraste de cores.

Uma experiência única, numa paisagem sem igual em todo o mundo.

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