A ex-deputada Alzira Vargas conta em seu livro “Getulio Vargas, meu pai”, Editora Globo, que Getulio, quando exerceu a advocacia, no período de 1910 a 1922, foi certa vez convidado por um rábula (prático de advocacia não formado) para ser assistente num caso de furto. O ladrão era um tropeiro que roubou a crina de um cavalo pertencente ao patrão para fazer chicote. Eis a defesa do rábula:
- Reza o Código Penal que o autor de crime de furto é todo aquele que retira coisa alheia sem o consentimento do dono. Ora, o dono da crina é o cavalo... O cavalo não reclamou... Portanto, meritíssimo, não há crime!...
Contada por Rui Bertoti