Tribuna do Leitor

Por que só agora?


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Este Referendo já poderia ter acontecido há muitos anos! Pois muitas crianças e jovens de ontem que se tornaram bandidos, quem sabe hoje estariam com suas idéias formadas a respeito da não violência. Porém, não podemos generalizar, pois muitas pessoas que ainda têm suas armas ou gostariam de possuir uma, nos dias atuais pode ter um significado: o de sentirem-se protegidos de certa forma, o que é uma ilusão, ou apenas pelo fato de ter este direito.

Acredito que quando nascemos no seio de uma família religiosa que acredita em Deus, resistimos ao fato de matar alguém, mesmo se fosse um bandido nos fazendo ameaças... Mas, por outro lado, mesmo que haja pessoas que tenham coragem de reagir (atirar) em legítima defesa, talvez nem conseguiriam porque nem todos os cidadãos de bem teriam os mesmos reflexos (fator surpresa) e os bandidos ganhariam de 10 a 0, com suas armas potentes e importadas. Mas o que eu realmente gostaria de mencionar a respeito é que, com este referendo, será decidido se continua ou não a comercialização de armas e munição no Brasil. Pois bem! Já posso ter a certeza do que irá prevalecer.

O Brasil tem mais gente de paz do que de guerra, mas como o intuito é diminuir a criminalidade e até mesmo os acidentes em casa, penso que poderiam, neste caso, fazer o referendo por completo, acabando também com a comercialização de brinquedos e jogos que despertam violência nas crianças. Agora, o que fico me perguntando é: acabando com esta tal de comercialização de armas, acabará também com os bandidos, com a criminalidade, ou “eles” ficarão ainda mais munidos não somente de suas armas, mas contando também com a facilidade e a frieza que têm para matar, assaltar e seqüestrar pessoas de bem que nem têm armas e nem teriam coragem de matar ninguem!

Penso que, daqui para frente, “eles” se sentirão ainda mais poderosos, com suas armas nas mãos... Quem sabe daqui a alguns anos as crianças de hoje (sem armas e sem generalizar) serão somente pessoas de bem. E os bandidos? Bem, esses não ficarão para semente, não é? Ou quem sabe isso tudo não passa de mais uma camuflagem ou um subterfúgio para enganar e despistar os brasileiros da realidade nacional. Talvez eu nem chegue até lá para ver se este País muda para melhor... Mas sonhar não paga!

Fátima A. S. de Assis

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