Para não dizerem que eu não falei das armas, manifesto minha posição pela vida, pela adoção da prática da não violência, por sempre conseguir controlar minha própria fraqueza e não ceder à raiva. Assim, por uma questão de posição perante minha própria existência, de tentar praticar a não violência, voto 2: sim, sim à proibição do comércio de armas e munição. Da mesma forma, concordo que o uso de antraz, da guerra bacteriológica, da guerra química e qualquer outro tipo de violência devam ser proibidos.
Assim como também entendo que ninguém pode ter o direito de ter a liberdade de usar o terrorismo como forma de protesto. Mediante regras coletiva e democraticamente aprovadas, a liberdade do indivíduo pode, e deve, ser restrita para melhor harmonia da sociedade. Por exemplo: toda a sociedade tolera a proibição de sexo explícito nas praças, coisa que não fere e não mata, mas que, por convenções sociais, os indivíduos aceitam abrir mão de sua liberdade de escolha para buscar a harmonia na sociedade.
O medo pode levar à defesa de se armar cada pessoa. Mas é um sofisma a idéia de que proibir o comércio de armas aumenta a violência e fere a liberdade de escolha de autodefesa. Este raciocínio nos levará de volta à era em que cada um tinha seu revólver à cintura e melhor se defendia quem sacava mais rápido. Assim, por uma questão de posição perante minha própria existência de tentar praticar a não-violência, voto 2. Fraternalmente.
Abílio Tozini