Tribuna do Leitor

A vitória do não


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Em princípio, víamos que ninguém ou a maioria queria saber de armas. Mas depois aconteceu a grande virada. Bem citada e bem formulada pela propaganda do "não". Em princípio, foram meia dúzia, depois 60 e depois 60 milhões.

Em princípio, a forma da pergunta foi equivocada e até muitos acharam que o "não" era contra as armas (comercialização). Nisso também houve outra inversão, trazendo o negativo antes do positivo. Mas, de acordo com o enunciado, que trazia a desinência “des” e a primeira impressão geral seria tema: armamento.

Mas o grande marco ou carro-chefe desta propaganda foi o de acertar no alvo: “Liberdade e direito”, agora e no futuro. Tanto de ir, vir, fazer ou não fazer, incluindo costume, vício e seus variados tipos de lazer que poderiam ser cerceados (proibido). Outro grande fator de colaboração à esse pujante comércio de armas legal e ilegalmente foi a votação dos seguidores (da igreja), em todo o Brasil, do bispo Edir Macedo.

Além dos segmentos que realmente necessitam da autodefesa armada, por causa das atividades de risco, valiosas e afins, há também uma gama enorme de elementos que as almejam para o seu trabalho (sujo) e ainda foi fortemente citado sobre a missão impossível de se tomar as armas desses (bandidos). O fator tão oportuno para esta vitória do "não", foi esta série novelística, dando a todos a nostalgia e a sensação do mocinho (defensor armado) em sua casa. Sim ou não, irá melhorar? Haverá justiça de verdade em nossa Pátria?

Carlos Roberto dos Santos - RG 43.681.098

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