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Helicóptero transporta a última urna

Folhapress
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Brasília - Apesar de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerar ter apurado 100% dos votos do referendo sobre a proibição da venda de armas de fogo e munição do País, ocorrido domingo, a conclusão ainda depende de uma urna do município de Mâncio Lima, no Acre.

Um helicóptero das Forças Armadas foi acionado para fazer o transporte. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a urna estava em São Salvador, comunidade localizada em um seringal, no interior do Estado.

O diretor-geral do TRE, Carlos Ferreira Ribeiro, afirma que ela será levada para Cruzeiro do Sul, onde os votos serão apurados. Ribeiro diz que o resultado deve ser conhecido ainda hoje. “Esperamos concluir a apuração até as 12h (locais, 15h em Brasília)”, disse. De acordo com ele, 315 eleitores da localidade estavam aptos a participar do referendo.

Das 323.367 urnas apuradas, os votos válidos somam 92.442.141 (96,92%). O “não” vence com 63,94% e o “sim”, com 36,06%. Os votos brancos totalizam 1.329.206 (1,39%) e os nulos, 1.604.299 (1,68%). O País tem 122.042.825 eleitores. O índice de abstenção no referendo foi de 21,85% (26.665.713).

O percentual é maior que os 20,46% apurados de abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2002. O plebiscito de 1993 sobre as formas de governo - presidencialismo ou parlamentarismo e monarquia ou república -, por exemplo, teve uma abstenção de 25%.

Os eleitores foram convocados a responder à seguinte pergunta no domingo: “O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. A vitória do “não” mantém as regras determinadas pelo Estatuto do Desarmamento, que entrou em vigor em dezembro de 2003 e tornou mais rígidas as normas para a concessão do registro e do porte de arma de fogo no País.

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, afirmou que a vitória expressiva do “não” no referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo pode ser um “sinal de maturidade da população, e não apenas um comportamento que alguns consideram muito conservador ou reativo em relação questão da à segurança.”

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