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Conflito em Campinas fere sete

Folhapress
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Campinas - Sindicalistas e Policiais Militares (PMs) - com apoio de guardas municipais - entraram em confronto entre a manhã e a tarde de ontem no Paço da Prefeitura Municipal de Campinas (SP). Dois manifestantes foram presos e ao menos sete tiveram de ser levados ao hospital após serem atingidos por spray de pimenta no rosto. Houve tumulto e confusão.

O protesto começou às 7h, quando manifestantes ligados ao Sindicato dos Servidores Municipais de Campinas bloquearam as entradas da prefeitura e impediram o acesso de cerca de 1.300 funcionários ao prédio. Os guardas e policiais tiveram de usar a força para desobstruir as entradas.

A situação foi totalmente controlada por volta das 16h30. Cerca de 80 sindicalistas participaram do protesto, e ao menos cem guardas municipais e 30 PMs agiram na operação para desobstruir as entradas. Os manifestantes instalaram faixas, cordões e barracas diante dos elevadores no Paço.

A entrada da garagem também foi bloqueada. Os sindicalistas protestaram em repúdio à suspensão do plano de cargos e salários, que tramita na Justiça, e ao atraso de R$ 54 milhões em repasses da prefeitura ao Instituto de Previdência de Campinas (Camprev).

A confusão começou quando guardas municipais tentaram desobstruir uma das entradas pela manhã e prenderam um manifestante, que foi levado ao 1.º DP e depois liberado. Alguns sindicalistas tentaram impedir a detenção e foram atingidos por spray de pimenta.

A prefeitura obteve uma ordem judicial no final da manhã para desobstruir o Paço. Por volta das 14h30, PMs cumpriram a ordem judicial e houve novo tumulto.

Um funcionário do sindicato foi preso por desobediência. Houve novo empurra-empurra, e os policiais voltaram a usar gás de pimenta. Um sindicalista deitou na rua para impedir que o carro da PM levasse o preso, mas foi retirado. A perua que obstrui a entrada da garagem foi guinchada.

A direção do sindicato acusou a guarda e a PM de agirem com violência. O secretário da Segurança Pública de Campinas, Mário de Oliveira Seixas, negou terem ocorridos excessos na contenção da manifestação. O capitão da PM, Benedito Pereira Costa, disse que o uso de gás foi necessário porque os manifestantes não cumpriram a ordem de desocupar o Paço.

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