O leitor eleitor deve estar já um pouco cansado deste que constantemente vem a público manifestar sua opinião nesta tribuna.
Tudo bem. É um direito que cabe a cada um, pois estamos em um país livre, isto mesmo, totalmente livre, e acho que tenho direito de me manifestar, e já que o grande Jornal da Cidade, veículo de comunicação de grande importância em nossa Bauru, aprecia o enfoque que direciono em meus artigos, gosta da qualidade dos mesmos e os publica, me sinto à vontade para continuar mandando-os via correio e demonstrar a minha indignação. Bem, mas vamos ao que interessa.
A democracia, esta mesma, que significa, conforme a morfologia da palavra, demos = povo, cracia = poder, governo, ou seja, o poder exercido para, pelo e em nome do povo, pois é como diz a Constituição, a Carta Magna: “Todo poder emana do povo e em seu nome será exercidoâ€, venceu no último domingo, 23 de outubro, onde a população de grande parte do Brasil não abriu mão do seu direito de ter uma arma de fogo e munição. Porém, temos de ser racionais no uso de quaisquer artefatos bélicos, digo, uma arma.
Mais do que permitir ou proibir, a questão não é a adesão ao uso ou a recusa em se portar uma arma de fogo, a coisa é muito mais profunda do que essa que já está regulamentada por norma legal. Pessoal aí do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, vamos acordar para as reais causas desta bandalheira que está aí, chamada violência urbana? Policiais, sejam eles civis ou militares, sabemos que vocês não recebem o devido valor pelos governantes, porém, vamos nos esforçar mais para acabar, isto mesmo, acabar com essa raça maldita chamada traficantes de droga, para evitar a disseminação do vício e diminuir o número de armas de fogo, porque a grande “massa†optou por continuar o comércio das mesmas, pois não adianta proibir, porque o que precisa haver é o combate às causas autênticas do caos que tornou possível essa violência.
E aos que votaram sim, desculpe, mas é muita hipocrisia achar que fechar lojas de armamentos e fábricas que produzem as mesmas, que por sinal empregam milhões de cidadãos, que só não estão entregues ao crime e às armas pois têm do que viver.
Não que quem não esteja empregado tenha que sair matando por aí para sobreviver, não se trata disso, o que deve ser feito, repito, é a revisão das leis existentes (entenda-se código penal), melhoria das condições de vida da população, garantia de autonomia do policial para os casos que precise agir com rigor frente ao bandido de alta periculosidade, podendo este, por que não, “puxar o gatilho†contra o meliante e exterminar o indivíduo que lesa, prejudica e destrói vidas e famílias.
Acorda, Geraldo Alckmin, acorda Lula, primeiro deve-se melhorar a vida do povo com escola, saúde, empregos, saneamento, e aquelas velhas promessas de campanha, que devem ser realizadas já, ainda este ano, nem que seja só para começar, e não em março, abril de 2006, faltando 6 ou 7 meses para a eleição, pois isto também é hipocrisia, urge fazer algo de imediato para a melhoria da vida do povo. “Eduquem-se os meninos e não será preciso castigar os homens!†(Rodrigo Cabello da Silva - RG 25.209.620-4)