Bairros

Opiniões contrárias

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 1 min

Morar no Centro é um teste para a paciência, de acordo com o estudante Gustavo de Souza, que afirma que a maior dificuldade é encontrar um lugar para estacionar seu carro se acostumar com o barulho. Ele mora em um edifício na quadra 8 da rua Agenor Meira. Seu prédio não possui garagem e, por isso, paga estacionamento mensal para guardar seu automóvel. Além disso, já foi assaltado duas vezes na região. “Agora sempre quando eu chego em casa, dou uma volta com o carro no quarteirão para ter certeza de que não correrei riscos”, afirma. “Por mim, eu sairia daqui, mas moro com meus pais”, explica.

Já o aposentado Luiz Carlos Pereira não tem muito do que reclamar. Ele reside no Centro há mais de 22 anos e diz que não sairia de lá de jeito nenhum. “Eu morei no Jardim Marambá por apenas 3 meses e minha família foi assaltada, aqui nunca aconteceu nada”, explica. Pereira optou por morar no Centro por ser tudo perto de sua casa, inclusive a escola onde seus filhos estudaram. Para ele, o barulho incomoda só um pouco e o fato de não ter nenhum vizinho na quadra onde reside na rua Cussy Júnior, não é problema. “Por ser o único aqui, aprendi a viver confinado”, comenta com bom humor.

Comentários

Comentários