Brasília - O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), viajará na terça-feira para os Estados Unidos. Ele vai tentar, pessoalmente, obter os documentos relativos à quebra do sigilo da conta Dusseldorf, do publicitário Duda Mendonça, e das contas que a abasteceram.
A quebra do sigilo foi feita pela Procuradoria de Nova York. As informações são da Agência Brasil. Viajarão com Delcídio Amaral o sub-relator de Finanças da CPI, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e um representante do Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça.
Eles serão recebidos na quarta-feira pela diretora da Divisão Criminal do Departamento de Justiça Americano, Mary Ellen Walrow. E no dia seguinte, pelo procurador-chefe de Nova York, Robert Morguental.
A resistência da procuradoria americana em repassar os dados à CPI dos Correios se deve ao fato de outros documentos terem sido transferidos para a CPI da Banestado, sob segredo de Justiça.
Mas mesmo assim eles vazaram para a imprensa, o que gerou problemas para a procuradoria. Delcídio Amaral disse que a comissão vai adotar “medidas absolutamente rigorosas†a fim de evitar a divulgação de informações da conta Dusseldorf, caso a procuradoria aceite a transferência dos dados obtidos a partir da quebra de sigilos bancários.
Mesmo com o feriado do Dia de Finados (quarta), a CPI dos Correios agendou para as 14 horas de terça-feira o depoimento da ex-presidente da Brasil Telecom Carla Cicco. Ela estava à frente da empresa quando o controle acionário foi alvo de disputa entre o presidente do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, os fundos de pensão e o Citigroup.