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Reflexão para os vivos


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Estamos vivendo todo dia o dia da Morte, da tristeza, da indiferença. A respeito do Dia de Finados, dia dos mortos, celebrado ontem, cabe refletir na Vida, na vontade de viver. E viver bem!

Passei a semana mergulhado em um pensamento: o que está havendo com as pessoas? Por que tanto abatimento? E sofrimento? E desânimo? Cadê a alegria de encontrar as pessoas que amamos? Apagou-se a luz que brilha a esperança? Fenece e padece. Por que não encontramos sorrisos simpáticos e cativantes de amizade? Só risos amarelos, vazios de vida. Decepção? Desilusão? Indecisão? Depressão! Está certo que vivemos uma crise mundial sem precedentes na história humana. E ninguém escapa da angústia do mundo moderno. A tristeza brota do íntimo. Dor mental, confusão e desânimo. Perda do amor à vida, indiferença. Será que o tratamento tem que ser com drogas? E haja Prozac! Neste mundo cada vez mais tecnológico há espaço para sentimentos? O mundo mudou muito em pouco tempo, veja e reflita: forno de microondas, fax, computador pessoal, bip, telefone sem fio, celular, TV por cabo, TV por satélite, GPS (Sistema Global de Posicionamento) e Internet. Onde tudo isso nos leva? Quantas pessoas desiludidas com a vida, a família, o casamento, o trabalho, a religião, o país. Quantos erros cometidos. Quantas oportunidades perdidas (ai que falta faz agora). Mas nem tudo está perdido, só a morte não tem jeito.

Hoje, ninguém tem mais tempo. É trabalho. É estudo. São os filhos. Não há tempo para a família maior (tios, primos), nem para amigos e vizinhos. E para a Igreja, então? Precisamos aprender a organizar o tempo e a priorizar atividades (o problema é que surgem novas situações a cada momento). Mais que tudo, necessitamos eliminar atitudes estressantes, embora algumas, como a paixão... Que seja paixão pela vida.

O passado é um livro escrito, por você ou por alguém que você permitiu escrever. O futuro é um livro em branco, só você decide o que será escrito. Portanto, acenda a chama abrasadora, incendeie o seu coração, faça. Pois, é preciso reciclar (já que essa palavra está na moda). Renovar a esperança, as forças, o amor, a paixão. Voltar a ser apaixonado como um adolescente, apaixonado pela vida. Pare de achar que já é um bom pai e veja o que deve ser melhorado. Não estrague seus filhos fazendo o que deve ser feito por eles. Não seja carrancudo e mal-humorado. Cara feia não diminui quantidade de problemas. Não grite, grito só assusta e traumatiza, não resolve, aja em silêncio. Aliás, grito é coisa de neurótico e imaturo, não de uma pessoa adulta e consciente.

Seja cortês e semeará amigos. Quem trata bem a todos, dificilmente é maltratado. O egoísta lentamente acaba só, o solícito cada vez mais acompanhado. Ninguém gosta de ser explorado. O explorador é, antes de tudo, um idiota pois acaba sendo evitado. Vem reforçar as palavras de Cristo, o homem colhe o que planta (Mateus 12,33ss). Se for dedicado ao estudo, trabalho, filhos, cônjuge, terá uma vida agradável. A esposa do mau marido sempre tem dor de cabeça ao ir dormir (na verdade, tem repulsa de ser tocada). O mau pai empurra os filhos para as drogas e autodestruição. É, ser mau não é bom mesmo! Reflita e faça! (O autor, Mário Eugênio Saturno, é tecnologista sênior da Divisão de Sistemas Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe)

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