Começou a revolução no PT, um pouco atrasado, mas até agora o PT como governo não modificou a política criada pela tecnocracia e curtida basicamente nos partidos com ideologias alicerçadas e importadas da política do Tio Sam, ao som do tilintar dos dólares que determinam nossa economia.
Mas por razões tecno-mercadológicas, o PT não se libertou, não criou nada, e não justificou o desgoverno para o povo brasileiro, e dos quatro fatores que determinaram o início “oficial†da era do PT2.
Em primeiro lugar, na mídia, o PT2, foi extraído da memória interna do grupo majoritário, com coação do mensalão, da distribuição de ministérios e dos cargos políticos em todo território nacional e internacional, e continua caro demais para este grupo, capitaneado pelo “comandante†mor. Na mídia, quem pegou vez foram os que enxergaram que o esquema doutrinário radical, implantado pelo “comandante†mor, ou seja, os arquivos que ficaram gravados na memória dos correligionários e simpatizantes do PT, que originou a chegada ao poder de um partido normal com comportamento virtual, controlado pelo grupo majoritário, que hoje nos custa ao redor de 1 dólar por mês de cada habitante. É o maior salto na relação custo/corrupção desde que inventaram o PT2.
Em segundo lugar vem os sócios do PT2, geradores dos numerários não contabilizados, com soluções básicas de empréstimos bancários. É a geração de renda mais fácil de usar. Queimar dinheiro público virou normal. E utilizar este fator é cada vez mais moleza com a nova geração de renda do tipo meto a mão na cumbuca e nego.
No PT, reside o fato mais importante para esse início da era PT2. Políticos voláteis e compatíveis com o PT2 se espalham por todo o território nacional, e os preços custo/corrupção estão desabando. Começando pelos mais baratos que são pagos no interior das salas dos gabinetes. Os de preços médios, que levam “malas e cuecas cheia$†para casa. E os mais caros chegam aos palácios nos carros com segurança e, num telefonema transferem importâncias astronômicas após os conchavos e acertos. O cerco está completo.
Por fim, temos os combinados: salas dos gabinetes, malas e cuecas cheias, e os palácios que tocam o PT2...
Mas qual o tamanho da revolução? Quanto dinheiro, de onde veio e para quem foi, é muita coisa. O volume da corrupção que se fez com o PT2, uma mídia dessas muda nossa relação com a política. São horas de festa, horas de corrupção, horas de tráfico de influências, horas de conchavos, da estrada construída pela fé e esperança do povo brasileiro elegendo o PT... Imagine o dia em que será desvendada esta incógnita e o tamanho dos cofres em que guarda a sete chaves o dinheiro do PT2. Num único mês são mais de duzentos milhões de dólares. Quase o PIB anual de um pequeno país, num único mês.
O que faz o governo diante disso tudo? Chama os advogados? Continua cobrando das elites? Se quiser sobreviver, vai ter de usar a imaginação. Se não tem, aqui vai um exemplo do que poderia ser feito. Receba o Tio Sam do jeito brasileiro e ofereça o controle completo da economia, e não cobrar à parte o valor embutido de propina. O pacote poderia sair por 10 dólares por mês de cada habitante. Isso é pirataria. É crime. Esse governo está roubando o que pertence aos brasileiros. Mas o que ele oferece, fora da lei, é um belo produto. A indústria da corrupção, vai ter de se virar para inventar as explicações que o povo aguarda.
O PT comum tornou-se uma mídia mesquinha e ridiculamente cara. A um preço de não ter volta, e nos oferece uma horinha de explicações tecnicamente ultrapassada, com um encarte cheio de letrinhas microscópicas, culpando a elite pelo desgoverno. A maior parte da indústria da corrupção criada continua a mesma: gostou deste político leve mais 11 pelo mesmo preço. Depois nos enganam ao requentar os mesmos políticos em mais uma “eleição com rótulo novoâ€, ou seja, o troca, troca de partido. Isso já virou extorsão para o povo que precisa desesperadamente de acreditar e ter fé, que tudo vai mudar.
A política imutável é o maior incentivo à corrupção. Alô, indústria da corrupção, querem comprar voto avulso, como num restaurante por quilo. Querem corromper personalidades. Querem comprar partidos inteiros e compactar em um único bloco. O povo brasileiro quer liberdade, inovação, políticos que valham o preço do voto. Mudem. Ou nos mudamos. (Sérgio Coelho - RG 8.390.751)