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Enade avalia universitários em Bauru

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

O domingo será de prova para universitários de 19 cursos que foram convocados para fazer o Exame Nacional de Estudantes (Enade). Em todo o País, mais de 344 mil alunos serão avaliados, dos quais 1.571 em Bauru. Neste ano, serão testados os conhecimentos dos alunos dos cursos de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia (sete áreas), filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química.

O Enade, que substituiu o antigo Exame Nacional de Cursos, é realizado por amostragem e é obrigatório para os estudantes convocados. O teste é aplicado a alunos iniciantes e concluintes dos cursos selecionados, que mudam a cada ano. O objetivo, informa o Ministério da Educação (MEC), é avaliar todos os cursos da educação superior.

Em Bauru, a instituição de ensino superior com mais alunos selecionados para fazer o Enade é a Universidade Estadual Paulista (Unesp): 642 estudantes. Na Universidade do Sagrado Coração (USC) são 538; na Universidade Paulista, são 339 e no Instituto de Ensino Superior (Iesb/Preve), 52 estudantes. Neste ano, Instituição Toledo de Ensino (ITE), Faculdades Integradas de Bauru (FIB), Faculdade Fênix e Universidade de São Paulo (USP) de Bauru não terão alunos avaliados pelo exame.

Boicotado por muitos estudantes nos primeiros anos de implantação, que entregaram a prova em branco em protesto contra a avaliação, agora o Enade já não causa tanta polêmica, mas ainda suscita questionamentos. O universitário Rafael Bueno Queiroz, 25 anos, que está concluindo engenharia mecânica na Unesp de Bauru, critica o fato dos estudantes serem escolhidos por amostragem e a prova em si.

Para ele, se o MEC quer avaliar a qualidade de ensino, então todos os estudantes do curso deveriam fazer a prova. “Ou todos fazem ou ninguém faz”, frisa. E completa. “Mas acho que a instituição é que deveria ser avaliada, não os alunos. Até porque é muito complicado avaliar cinco anos de curso em uma prova de quatro horas. Não vejo como esta avaliação pode ajudar a melhorar a qualidade de ensino”, comenta.

Queiroz conta que chegou a pensar em entregar a prova em branco, mas mudou de idéia. “Não sei ainda como vai ser, mas acho que vou responder porque a nota do Enade vai para o histórico escolar”, pondera. Ele garantiu que não sabia da existência de nenhum movimento de boicote ao exame na Unesp, mas conta que muitos alunos comentaram que não estão preocupados com a prova. “Muita gente até disse que vai fazer o exame de ressaca”, diz.

Para o aluno convocado pelo MEC, o Enade é obrigatório, alerta Gesiane Monteiro Branco Folkis, secretária geral da Universidade do Sagrado Coração (USC), instituição que tem 538 estudantes selecionados para fazer a prova. “Sem fazer o Enade, estes alunos não receberão o diploma”, frisa.

Ela ressalta que a seleção dos alunos entre os matriculados nas áreas avaliadas a cada ano é feita pelo próprio MEC. “Não sabemos os critérios”, frisa. Mas Gesiane apóia a realização do Enade. “Eu acho que isso ajuda sim na melhoria da qualidade de ensino. A avaliação é necessária e os estudantes estão se conscientizando disso, tanto que aqui na USC não temos tido mais boicote à prova”, diz.

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