Tribuna do Leitor

Há como traçar limites entre corpo e mente?


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A vida é a maior riqueza do homem, é sua fonte sagrada, seu porto seguro, um presente dos céus, pois somos escolhidos entre tantos a habitar este mundo e cultivar essa oportunidade única da qual somos privilegiados. Entretanto, ainda assim, às vezes nos esquecemos de todos os bons motivos de viver e nos prendemos a fatos que por ordem do destino deixaram marcas em nossos corações. A princípio, podemos citar aquela que vem para perturbar, a senhora do futuro, a mais indesejada das gentes. É preciso lembrar que os seres vivos vêm ao mundo todos com o mesmo fatalismo, a missão de dar continuidade à natureza humana. Crescer e reproduzir, eis o significado do curso da vida! Mas quando o homem cumpre o seu trajeto e passa dessa evolução para outro estágio, leva consigo um pedaço de quem fica, deixa tristezas, angustias e até mesmo traumas. Com isso, passamos a viver de lembranças, perdemos o controle de nossas emoções, caimos em nossas fraquezas e quando abrimos os olhos, estamos perdidos no terreno lacunar da escuridão. Conseqüentemente, vamos assim deixando de existir e passamos a construir nosso próprio túmulo, vivendo de recordações e fatos passados que se conservam em nossas memórias a corroer todo o nosso ser e destruir não só a alma, mas também a nossa depauperada carne.

Cheyla Felet - RG 43.278.282-5

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