Geral

Depredação é ocorrência mais comum

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

A diretora da escola Azarias Leite, Gilda Maria dos Santos também aponta a depredação como o maior problema do colégio que administra. “Mas a maior parte das ocorrências é causada por gente de fora”, ressalta. “Fora isso, a escola é bem tranqüila. Recebemos apenas 980 alunos e assim fica mais fácil trabalhar”, conta.

Para Primo Mangialardo, vice-presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, a causa da violência geralmente surge em casa. “O aluno chega triste e depreciado e na escola é o local onde extravasa” aponta Mangialardo.

Para ele, no colégio as diferenças sociais são mais evidentes e os alunos que se sentem mais reprimidos podem sentir a necessidade de afirmação. “Aí a violência é gerada. A depredação, em parte, é para mostrar um domínio, uma superioridade”, acredita.

Mangialardo critica a falta de fiscalização do poder público nos arredores das escolas. “Existem muitos bares nas proximidades dos colégios e as estatísticas mostram que 70% das ocorrências no entorno das escolas é motivada pela bebida”, observa.

Já a diretora da escola Azarias Leite acredita a tranqüilidade da sua escola ao sistema de progressão continuada do ensino público. “Os alunos não estão mais defasados em relação a sua idade e a sua série. Isso diminuiu a idade média dos alunos e a diferença de idade nas salas de aula”, comenta.

Para ela, esses fatores contribuem para a queda da violência. “Muita gente critica a progressão, mas acredito que a didática usada é essencial e nisso meus professores são exemplares”, elogia. “Com essa pedagogia e o número reduzido de alunos, a violência aqui não é tanta. Porque temos que concordar que manter a violência baixa numa escola de mais de dois mil alunos é muito mais difícil”, conclui.

Comentários

Comentários