Quero tornar público através desta democrática coluna o meu pedido de perdão a uma pessoa muito especial, uma pessoa que a gente gostaria que estivesse ao nosso lado em qualquer circunstância; sempre uma palavra de ânimo, uma solução para uma situação complicada, enfim, uma amiga com “A” maiúsculo. Bom, vamos aos fatos: divorciado, aposentado, morava eu na rua Alto Purus, quadra 5, corria o ano de 2002, e eu depois de ajeitar tudo no meu “apesinho” lá ia eu em seu estabelecimento: o “Bar do Valdir” (Valdir que é o seu marido).
Lá, lia o Jornal da Cidade, que assinávamos de sociedade: eu, ela e o Natanael, outro amigão, quando tinha chance até resolvia uma palavra-cruzada, digo chance, porque lá só tinha “bam-bam-bam”. Discutíamos de tudo, e eu, petista de “carteirinha” desde 1989, defendia meu partido, argumentava, pedia, usava de todos os pretextos para angariar um voto que fosse para o meu amado PT e como a opinião da Marly era muito importante para mim, eu tentava convencê-la, porém, ela com sua honestidade habitual, era irredutível: “Eu votar no Lula, votar no PT, nunca!” Bom, o PT ganhou, e aí vieram Dirceu, Delúbio, Silvinho, etc, etc, etc.... Então, Marly, estou aqui a pedir perdão por ter sido tão ingênuo, tão inocente e um dos responsáveis por ter colocado no poder esta quadrilha que aí está.
Obs.: E se me resta algum consolo é que não fui enganado sozinho, milhões de pessoas o foram e não só o povo simples; intelectuais, pessoas com mais gabarito também o foram.
Perdão, Marly.
Josué Nunes Franco - RG 110991