Política

Borges questiona computadores inativos

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 3 min

Duzentos e quarenta computadores adquiridos na gestão de Nilson Costa para o ensino fundamental ainda não teriam sido utilizados pela atual administração, após quase um ano do governo Tuga Angerami (PDT). A crítica é feita pelo vereador Marcelo Borges (PSDB), um dos principais oposicionistas do chefe do Executivo bauruense no Legislativo. Mas a Prefeitura Municipal contesta, alegando que eles foram instalados em escolas municipais de educação fundamental (Emefs), chegaram a funcionar por um período e, atualmente, estão temporariamente sem condições técnicas de operação.

O parlamentar explicou ter resolvido protestar contra o caso após receber as respostas de Angerami a um requerimento seu que solicitava informações sobre a quantidade de microcomputadores adquiridos às escolas municipais nos últimos dois anos e quantos alunos estavam se beneficiando com aulas de informática nas mesmas instituições.

“O prefeito informou somente que foram comprados 240 computadores até 31 de dezembro do ano passado e que, atualmente, estavam à disposição para atendimento pedagógico a 6.500 alunos do ensino fundamental. Mas estar à disposição não significa utilização e é um absurdo se ainda estiverem encaixotados e inativos durante todo esse período”, considerou.

O tucano ressaltou, ainda, que em conversa com o secretário municipal de Finanças, Edmundo Albuquerque, sobre o assunto, o mesmo teria lhe dito, em caráter extra-oficial, que alguns estariam até quebrados. “No entanto, ele falou que isso não seria problema porque as máquinas ainda estariam dentro do período de garantia do fabricante e defendeu a contratação de uma empresa para ministrar cursos de informática aos alunos. De qualquer forma, é preciso dar uma solução administrativa à situação”, enfatizou.

Borges frisou que o problema gera prejuízos aos alunos, que ficam privados do ensino de informática. “Principalmente os estudantes mais humildes, pois como eles concorrerão com os alunos de escolas particulares? Já que a pasta tem dinheiro sobrando para o ensino fundamental, uma vez que pensam até em desapropriar o prédio da antiga Estação Ferroviária, deveria colocar esses computadores para funcionar”, cobrou.

Diante do caso, o tucano revelou ter encaminhado recentemente outro requerimento do chefe do Executivo solicitando novos esclarecimentos. “Quais escolas do ensino fundamental e quantos computadores cada uma recebeu dos 240 adquiridos? Quantos estão em funcionamento e em quais instituições de ensino estão sendo utilizados”, questionou Borges.

A prefeitura

Consultada sobre as reclamações do parlamentar tucano, a secretária municipal de Educação, Ana Maria Daibem, informou, através da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal, que os computadores não estão inativos nem encaixotados, conforme alegou o vereador. Segundo Daibem, as 240 máquinas foram instaladas em 13 pólos educacionais nas escolas municipais de educação fundamental (Emef), que começaram a funcionar em 2003, durante a administração do então prefeito Nilson Costa.

No entanto, Daibem esclareceu que, em janeiro de 2005, a atual administração descobriu que os pólos estavam funcionando em condições técnicas precárias devido à problemas com o cabeamento. A secretária acrescentou que foi aberta licitação para contratação de uma empresa especializada para efetuar os reparos, que já se iniciaram pela Emef Santa Maria, a primeira a ser atendida.

Daibem informou ainda que outra licitação foi aberta para contratar uma empresa a fim de capacitar professores e monitores para dar suporte aos alunos nos pólos, uma vez que, conforme a secretária, não havia projetos educacionais de utilização dos laboratórios.

Desta forma, finalizou Daibem, a idéia da atual administração é que, no início de 2006, os pólos comecem a funcionar em melhores condições técnicas e educacionais.

Comentários

Comentários