A indústria têxtil ganhou força na economia de Macatuba nas últimas duas décadas. A tendência de expansão dá margem ao chefe de gabinete da prefeitura José Aurélio Paschoal a admitir que o negócio da cidade é o jeans. “Macatuba vem se destacando na questão do corte e costura de jeans”, afirma. Os trabalhadores do segmento comemoram ainda mais pela segurança propiciada pelos postos de trabalho com carteira assinada.
A costureira Silmara Lima, 31 anos, trabalha em um fábrica de jeans há 11 anos. Sem parar de operar a máquina de costura, ela relembra que foi o seu primeiro emprego registrado.
Elaine Isabel, 22 anos, revela que se sente segura ao trabalhar em uma confecção de jeans. Empregada há três anos, ela diz que nem se preocupa em prosseguir nos estudos – parou na sétima série do ensino fundamental – simplesmente porque acredita que a indústria da confecção em Macatuba está em desenvolvimento.
A confirmação de um novo ciclo na economia é constatada em um levantamento sobre a história do município feito pela historiadora Marina Aparecida Ronque Stopa. Ao pesquisar para o Projeto do Resgate Histórico da Cidade, Stopa vem se deparando com informações que demonstram as transformações no mercado de trabalho, com queda de empregos na lavoura canavieira e a contrapartida de postos de trabalho migrando para a indústria.
A mudança estrutural no mercado de trabalho, percebida pela historiadora, é reflexo de uma reação de empresários, entidades e poder público municipal para reverter o desemprego na cidade. O chefe de gabinete da prefeitura José Aurélio Paschoal afirma que o setor produtivo deslancha na cidade. “Isso é importante para Macatuba porque a gente dependia única e exclusivamente da lavoura da cana-de-açúcar. E agora esse é um outro setor que vem despontando e vem criando novas oportunidades no mercado de trabalho”, ressalta.
Qualificação
Percebendo o momento favorável ao fortalecimento do segmento, a administração municipal comprou recentemente uma máquina “fechadeira”, modelo Yamato. O equipamento está sendo utilizado pelos alunos do curso de mecânica de máquinas de costuras do Serviço Nacional de Apredizagem Industrial (Senai-SP). Conforme Paschoal, a “fechadeira” custou R$ 7.500,00 e atende à necessidade de qualificação profissional, com oferecimento de cursos pelo Senai. “Recentemente fizemos uma pesquisa com empresários do setor e eles destacaram a importância da mão-de-obra qualificada da cidade para esse tipo de negócio”, destaca.