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Barão Vermelho lança pacote e volta a Cazuza

Folhapress
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A escolha de “Codinome Beija-Flor” como carro-chefe de “MTV ao Vivo - Barão Vermelho” traduz bem o projeto, que consiste em programa de TV (vai ao ar no domingo), CD duplo, CDs em separado (com “Codinome” em ambos) e DVD (nas lojas no fim do mês). Como há apenas uma música inédita dentre as 27 gravadas, escolheu-se um sucesso consagrado que a banda nunca tinha cantado, muito menos com Cazuza, cuja voz, graças à tecnologia, faz duo com a de Frejat.

E se a série “MTV ao Vivo” pede sempre um convidado, por que não “chamar” Cazuza para um trabalho que repassa os 24 anos de carreira do grupo? A escolha indica, ainda, como o Cazuza pós-Barão está presente na vida de Frejat & cia., seja em regravações como a de “O Tempo Não Pára” ou em homenagens como “O Poeta Está Vivo”.

“Acho que algumas das melhores gravações de músicas do Cazuza são do Barão. Porque nós damos um suporte ao que ele diz que vem da própria história do grupo”, observa Frejat, avaliando que a regra não se aplica a todos os casos. “Não tenho vontade de cantar ‘Ideologia’, por exemplo, porque é uma música que tem muito a cara dele.”

À primeira vista (ou ouvida), soa apelativa a versão de “Codinome Beija-Flor”, mas não há como negar que ela também emocione e que o Barão tenha, por assim dizer, direito histórico a lançar mão desse recurso. “O Nosso Mundo” (Maurício Barros/Guto Goffi) é uma belíssima balada, que talvez venha a sofrer com a condição de solitária inédita do trabalho. “Seria um desperdício pôr mais inéditas, porque hoje em dia só se ouvem uma ou duas músicas de um disco. E elas ficariam enfraquecidas diante das outras”, pensa Frejat.

As “outras” são uma penca de sucessos que dão ao CD duplo um caráter de documento retrospectivo: “Maior Abandonado”, “Bete Balanço”, “Por que a Gente É Assim?” “Down em Mim”, “Declare Guerra”, “Pro Dia Nascer Feliz”...

“Nosso interesse maior no projeto foi gravar o primeiro DVD da banda, e seria inevitável ter os sucessos, até porque sempre tocamos essas músicas nos shows”, explica Frejat. Como o Barão cresce muito ao vivo, o DVD terá sem dúvida um valor histórico. O tempo dirá se o projeto ganhará outro sentido histórico: o de ser o último trabalho do Barão, segundo rumores que já correm há algum tempo e que a banda nega ou dribla. “Certamente comemoraremos nossos 25 anos na estrada, em 2006”, diz Frejat. Em tempos retrospectivos, o Barão ainda fará uma série de shows com Ney Matogrosso, um dos padrinhos da banda - tocam na praia de Copacabana, no Rio, no dia 20.

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