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Ginástica: Mosiah está na decisão

Folhapress
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Melbourne - Depois de ter levado o Brasil à Olimpíada após 12 anos, Mosiah Rodrigues voltou a fazer história na abertura do Mundial de Ginástica Artística, em Melbourne.

Único da seleção a atuar nos seis aparelhos, o atleta gaúcho de 24 anos se tornou o primeiro brasileiro a garantir uma vaga na decisão do individual geral. E da maneira mais sofrida possível. Isso porque o resultado foi o último do dia, após a passagem de todos os 175 atletas de 52 países e quando o ginásio Rod Laver Arena já estava fechado.

“Não foi meu dia. Quase nenhuma série encaixou. No solo, eu até caí”, disse Mosiah, antes de levar a 24ª e última vaga para a final de amanhã da prova que elege o ginasta mais completo do mundo. O desânimo surgiu desde a metade do dia, depois de ter registrado notas baixas nas argolas (7,775), no solo (7,662) e nas paralelas (8,400). O equilíbrio veio com um 8,725 no cavalo com alças, um 9,2 no salto, um 9,425 na barra fixa. No final, o gaúcho somou 51,187 pontos, bem distante do líder, o japonês Hiroyuki Tomita (57,223), mas o suficiente para estabelecer a melhor posição de um ginasta do país.

Com isso, ele supera, com menos pontos, seu 45º lugar do Mundial-2003, quando somou 53,625, e o 33º dos Jogos de Atenas, onde alcançou 54,899. “Agora competirei pra valer. Não sei o que aconteceu comigo para errar tanto, mas, se os caras me deixaram chegar à final, vou melhorar bastante”, disse Mosiah, um dos que mais se cobravam para quebrar o jejum de pódios do masculino no Mundial.

Antes dele, quem sofreu foi Diego Hypólito, no solo. Após se atrapalhar na série e quase cair, o ginasta paulista alcançou a oitava melhor nota no aparelho, um 9,3, levando a última vaga na decisão. “Não sei dizer o que aconteceu. Estava muito cansado. Eu me aqueci demais e estava nervoso. Errei de bobeira”, disse o atleta, que faz seu primeiro torneio no ano e está tomando antiinflamatório devido à lesão que lhe rendeu dois pinos no pé direito.

Ele deixou o tablado cabisbaixo e viveu dez minutos de tensão, tempo que passou ao lado da técnica Georgette Vidor e da presidente da CBG, Vicélia Florenzano, secando os últimos cinco atletas que poderiam tirá-lo da final.

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