O Departamento de Saúde Coletiva (DSC) colocou nas ruas outras duas frentes de combate à leishmaniose. O inquérito canino é uma delas. Atualmente, 23 profissionais da saúde percorrem áreas de transmissão em humanos para fazer a coleta de sangue dos animais. Por mês, 3.600 exames em cães podem ser realizados, conforme teto estabelecido pelo Ministério da Saúde.
De acordo com o diretor do DSC, técnicos estão trabalhando nestes dias na Vila Zilo e no Parque das Nações, regiões consideradas preocupantes. Durante o trabalho, os cães errantes são recolhidos ao Centro de Controle de Zoonoses para sacrifício. Os dois cachorros de Wagner Cristian Assunpção também foram submetidos à eutanásia. A reportagem apurou que eles apresentavam os sintomas da doença.
Companheiro por sete anos da paciente que não resistiu à doença, ele levou uma equipe do DSC na casa onde morava com a família, na ocasião em que a contaminação deve ter ocorrido. Assumpção suspeita que a esposa dele tenha contraído a doença no Parque Paulista. De lá, mudaram-se para a Vila Cardia. Depois da morte dela, Assumpção e os dois filhos foram morar com a mãe, na Vila Coralina.
O bairro não foi visitado pelos recentemente pelos técnicos do DSC, informam vizinhos da família, preocupados com o problema. No entanto, o trabalho de educação realizado junto à população deve voltar à região. Cíclico, ele alerta a população de que a limpeza dos quintais é determinante para evitar a multiplicação do mosquito palha.