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Poleto tentou comprar banco, diz ‘Veja’

Folhapress
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Brasília - O advogado Rogério Buratti afirmou que ex-assessores do hoje ministro Antônio Palocci (Fazenda) tentaram intermediar, com dinheiro e em nome de empresários angolanos, a compra de um banco no Brasil. A negociação, frustrada, foi conduzida inicialmente por Ralf Barquete, morto em 2004, e depois por Vladimir Poleto, que teriam tentado comprar, em nome do Banco de Keve, de capital angolano, o Banco Equity, que faz parte da instituição financeira Prosper.

Barquete e Poleto foram assessores de Palocci quando ele era prefeito de Ribeirão Preto. As declarações de Buratti constam de reportagem da última edição da revista “Veja”, que chegou ontem às bancas. Segundo a revista, a intenção dos ex-assessores de Palocci era tomar o controle do banco. Eles teriam se credenciado usando “o nome, a (suposta influência que teriam sobre) agenda e o prestígio do ministro”.

Uma das razões do interesse em comprar o Equity seria a possibilidade de operar com a Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, o maior do país. A venda seria também um bom negócio para o banco Prosper, braço financeiro do Grupo Peixoto de Castro. A transação poderia aliviar dificuldades de caixa que começaram em 2002, em decorrência de “negócios malfeitos com títulos públicos”.

O prejuízo seria de R$ 40 milhões. O presidente do Prosper, Edson Menezes, confirma que as ações do Equity foram colocadas à venda e que as propostas recebidas não interessaram. Nega, porém, ter negociado com os petistas. A “Veja” destaca que fragmentos de informações relativas à negociação foram registrados em escutas telefônicas, feitas com autorização judicial a pedido do Ministério Público paulista. A investigação seria uma das causas do insucesso da venda do Equity.

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