Outro dia recebi telefonema do Toni Apolônio, de São Manuel, avisando que estaria em Bauru no dia seguinte e se poderia ajudá-lo a localizar o Gafanhoto, lá na Bela Vista. De inicio pensei que era gozação e que na realidade o baixinho queria era localizar algum rabo de saia e estava falando em código com medo de dona Tica.
Estava redondamente enganado. Toni queria achar o Gafanhoto mesmo! Bateu a saudade no peito de ambos e queriam conversar para matar saudades dos tempos em que eram vigorosos jogadores de futebol. Propus-me a ajudá-lo a localizar o amigo e partimos em companhia do Ricardo Ferreira para a busca. Como é difícil achar Gafanhoto, sô!
Achamos o Toco em seu botequim, lá na Alves Seabra, e, depois de um bate-papo, este nos ensinou o caminho da casa daquele que estávamos à procura. Saímos à procura e de cara encontramos o Pernilongo. O bom amigo Toco havia confundido os insetos, digo, os apelidos. Como o zumbidor não conhecia o destruidor, acabou por nos ensinar a casa do Mosca. Localizamos, e nada de Gafanhoto. Estávamos desistindo quando localizamos a casa do Maguinho, antigo craque do futebol varzeano bauruense e este nos ensinou a casa do “Gafa”. Achamos com facilidade e o encontro entre ambos foi deveras emocionante. Enxugadas as lágrimas da emoção, começou a conversa:
- Ando com um reumatismo danado, diz o Toni!
- Eu também, o que você toma?
- Voltarem, e você?
- Não gosto de Voltarem, não. Tomo Cataflan, acho melhor!
Ao lado, eu e Ricardo começamos a rir. A hora do almoço passando, a gente com vontade de tomar um suco de cevada e os dois atletas de ontem trocando receitas... de remédios. Eta mundão véio de guerra!!!
Contada por Antonio Pedroso Júnior