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IGP-M desacelera para 0,40%

Folhapress
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Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,40% em novembro. O resultado dá sinais de desaceleração em relação ao desempenho do mês anterior, quando o índice havia apurado alta de 0,60%.

No atacado, a taxa passou de 0,72% em outubro para 0,40% em novembro com a perda de fôlego dos preços de produtos finais e de insumos industriais. Já as matérias-primas brutas registraram forte aceleração. Os bens finais (produtos acabados) tiveram alta de 0,34%, ante uma variação de 0,80% em outubro.

O comportamento foi ditado pela desaceleração dos combustíveis (de 7,17% para 0,30%). Os alimentos “in natura’’ apresentaram tendência contrária e passaram de -1,70% para 1,50%. Os insumos industriais também mostraram desaceleração (de 1,37% para 0,26%) em razão do avanço menor dos preços dos combustíveis para a produção. A taxa deste subgrupo passou de 6,93% para 2,20% e foi responsável por mais de 80% do decréscimo dos insumos industriais.

A pressão nos preços de produtos como café em coco, leite “in natura’’ e soja levou as matérias-primas brutas a registrarem alta de 0,75% depois de terem apurado uma taxa negativa de 0,67% em outubro. A aceleração só não foi mais intensa em razão do menor fôlego nos preços de milho, suínos e mandioca.

Se no atacado a tendência foi de desaceleração, a inflação para o consumidor manteve praticamente o mesmo ritmo do mês anterior. Ela passou de 0,42% em outubro para 0,46% em novembro.

Os grupos alimentação e transportes foram os principais responsáveis pela manutenção do índice em igual patamar do mês anterior. Os alimentos registraram alta de 0,99%, após deflação de 0,26% em outubro, com o aumento nos preços de hortaliças e legumes e frutas. Os transportes tiveram desaceleração e passaram de 2,24% para 0,59%. Segundo a FGV, o comportamento pode ser atribuído à tendência de estabilização dos preços dos combustíveis.

Os principais destaques foram gasolina (5,38% para 0,63%) e álcool combustível (9,12% para 3,98%). Os custos da construção civil tiveram alta de 0,29%. Em outubro, a taxa havia sido de 0,28%. No ano, o IGP-M acumula alta de 1,22% e nos últimos 12 meses, de 1,96%.

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