Polícia

Aberta temporada de golpes e furtos

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Final de ano é época de compras e temporada para os ladrões de carteira, bolsa, jóias, cheques e cartões bancários. Entusiasmados com as vitrines, os consumidores, principalmente as mulheres, acabam facilitando a ação dos trombadinhas ao esquecer bolsas sobre balcões de lojas, não tomar o devido cuidado com o telefone celular e exibir jóias e ainda abrir carteiras recheadas com dinheiro, talões de cheques e cartões em locais de grande aglomerações de pessoas.

As principais vítimas são as mulheres, até porque são elas que costumam ir às compras para toda a família. Certos de que serão beneficiados com o descuido da vítima, os ladrões freqüentam os locais de grandes aglomerações e agem com muita rapidez, alerta o delegado Marcelo Nagib Haddad , titular do 3.o Distrito Policial.

Responsável pela região do Calçadão e pela zona sul, ele faz um alerta. “A população precisa ficar atenta. As bolsas à tiracolo devem ser carregadas na frente do corpo, coladas a ele. O aparelho celular deve ser transportados no interior da bolsa, nunca pendurado nela, de onde é fácil ser retirado sem que a pessoa perceba”, explica.

Para ir às compras, nunca use jóias para não chamar a atenção dos ladrões. “Eles ficam observando e, a qualquer descuido, agem. Por isso não faça retiradas altas em caixas eletrônicos e nem exiba carteiras recheadas”, comenta Haddad.

O delegado lembra que muitos furtos ocorrem quando a vítima entra no provador e deixa a bolsa do lado de fora. “Quando sai, a bolsa já foi levada. É questão de segundos”, ressalta. No Calçadão, por incrível que possa parecer, já foi furtada até aparelho de TV que estava no mostruário de loja, conta o delegado. “Nessa época do ano é comum a gente ver pessoas carregando pacotes grandes na área comercial. Por isso ninguém desconfia”, explica.

Os pequenos furtos na área central de Bauru ocorrem o ano todo, porém, na época do Natal a freqüência é maior, confirma o delegado J.J. Cardia, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). O batedor de carteira, segundo ele, não age mais sozinho. “Um dos golpista obstrui a passagem da vítima enquanto o outro pega a carteira ou corta a alça da bolsa da vítima. Com os documentos, talão de cheques e cartões de crédito, eles fazem muitas compras no comércio”, diz.

Ações de estelionatários

Conseguir dinheiro fácil. Com essa idéia na cabeça e com as facilidades de final de ano, os estelionatários estão em ação. Por isso é importante que a população fique atenta, orienta o delegado Marcelo Nagib Haddad, titular do 3.º Distrito Policial. “Não converse com desconhecidos e nem acredite nas conversas deles. Um drama pode ser sinal de golpe”, orienta.

Ele lembra que os golpes do bilhete premiado e da recompensa exigem sempre a participação da vítima. “Um dos golpistas é o pobre que ganhou na loteria e não sabe receber o prêmio. Pede ajuda, mas a vítima se entusiasma e compra o bilhete que não tem nada de prêmio”, diz.

Semelhante a este, há o golpe da recompensa. Ele consiste em recompensar a vítima por ela ter encontrado um pacote supostamente com dinheiro que os golpistas deixam no chão. Depois de muita conversa, o golpista convence a vítima a deixar sua bolsa como garantia para ir retirar a recompensa. É então que ele foge com a bolsa da vítima, que ele sabe conter dinheiro.

O golpe da trocas de notas é mais recente, enfatiza o delegado. “É aplicado em empresas que precisam de dinheiro trocado. O golpista entra em contato com uma empresa por telefone e se propõe a trocar o dinheiro. Combina um local, quase sempre em frente a um edifício. Quando a vítima chega, o golpista pega o dinheiro e diz que vai entregar os trocados, mas foge.

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