Pesca & Lazer

Paixão ecológica

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 3 min

Há 12 anos, pescadores e aventureiros de Avaí, Bauru e região se reúnem para descer o rio Batalha e verificar como estão suas matas. O tradicional evento ganha novos adeptos a cada ano e há quatro anos foi fundada a Associação de Pescadores de Avaí, que também colabora com a preservação do rio.

A descida já tem data marcada: dias 14 e 15 de janeiro de 2006, com saída da ponte da estrada vicinal Avaí-Nogueira, às 7h. O presidente da Associação de Pescadores de Avaí, Sérgio Coelho, explica que o principal objetivo do passeio é despertar as comunidades para a importância de preservação do rio Batalha, suas matas ciliares e seus animais.

“Estamos sempre circulando no Batalha, mas infelizmente as pessoas não reconhecem os danos que provocam no rio. É comum encontrarmos garrafas pet e outros lixos na água”, acrescenta. Coelho também atua em um projeto de educação ambiental realizado em parceria com o Instituto de Ensino Superior de Garça e alunos da Emef Elza de Oliveira Antonio, em Avaí. “Estamos conscientizando as crianças, pois os adultos são mais difíceis de mudar”, lamenta.

De acordo com o presidente da entidade, a Associação também se preocupa em “policiar” o rio durante o ano todo. “Nós dividimos a área em dois trechos e sempre fazemos descidas para retirada do lixo e verificar o desmatamento na mata ciliar. Nós, de Avaí, vamos até Reginópolis e a turma do Sucuri vai de Uru a Reginópolis. Nós descemos e eles sobem o rio”, explica.

Os participantes da Associação de Pescadores também se reúnem para coletar sementes e buscar o desenvolvimento de mudas para o plantio em áreas devastadas. “Infelizmente, ainda há muitos lugares onde a mata ciliar está destruída”, acrescenta Coelho.

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Descida de aventura

A descida do rio Batalha em janeiro é uma aventura singular. Após o encontro das pessoas em Avaí, o grupo de barcos parte para o local onde as águas do rio encontram o Tietê. No ano passado, 22 barcos participaram do passeio. A maioria das pessoas é de Bauru, Avaí e Reginópolis. Nesta última cidade, os barcos se encontram para passar a noite e continuar a descida pela manhã.

“É uma atividade bastante gostosa, além do contato com a natureza, há o encontro com pessoas que também amam o rio”, comenta Cláudio José Favinha, da BoaPesca, que há dois anos participa do grupo. Para a próxima edição, Favinha colocou-se à disposição para informar outras pessoas de Bauru que tenham interesse em participar.

É fundamental ter barco, motor e, é claro, carteira de arrais. Ele também aponta a necessidade de coletes salva-vidas e kit de primeiros socorros. “É bom estar preparado, mas o que surpreende é o espírito de solidariedade da turma, todos são muito companheiros e estão dispostos a ajudar”, comenta Favinha, ao recordar do momento em que um dos barcos virou e foi necessário o auxílio de outras embarcações.

Durante a descida, é possível ver animais como macacos, diversos tipos de aves e até capivara. Outras espécies mais ariscas se afastam com o barulho dos motores, mas com sorte, talvez outros animais apareçam. “O importante é ter os olhos voltados também para o rio, recolher o lixo, que ainda é bastante, e aproveitar o passeio. Eu e meu companheiro Borges competimos para retirar maior quantidade de lixo”, diz Favinha.

O final do passeio ocorre na Ranchonete Sucuri, onde há o encontro dos rios Batalha e Tietê, momento em que os pescadores aproveitam para saborear um prato à base de peixe.

• Serviço

Informações sobre a descida:

Ranchonete Sucuri, Uru, (14) 3582-1140 com Vladimir

BoaPesca, em Bauru, (14) 3232-3813 com Claudinho

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