Polícia

Transformador é furtado em Tibiriçá

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Uma quadrilha especializada em furtos está tirando o sossego dos proprietários rurais da região do distrito de Tibiriçá e causando prejuízo de até R$ 15 mil. Os ladrões estão de olho em produtos de alimentação, máquinas agrícolas e, por incrível que pareça, até em transformadores de energia elétrica. Eles furtam o equipamento, retiram o cobre e deixam a carcaça.

Na zona rural, a maioria dos transformadores pertence aos donos de chácaras, sítios e fazendas, que inclusive buscam financiamento para comprar o equipamento necessário para receber energia elétrica. Dependendo do tamanho, um transformador podem custar de R$ 3 mil a R$ 15 mil. Os maiores acomodam cerca de 100 quilos de cobre, material que atrai os ladrões.

O proprietário rural José Jacinto Gavioli, que tem uma chácara no distrito de Tibiriçá, registrou o furto de um transformador no final de setembro. O crime deixou sua propriedade sem energia, além de ter sofrido com o prejuízo.

Na mesma semana, seu vizinho Cynise Pereira Leite, proprietário do Acampamento Tibiriçá, também foi furtado. “Eles levaram todas as bebidas, 40 quilos de carne de porco, doces, botijão de gás e aparelho de som, um prejuízo de aproximadamente R$ 3 mil, além do transtorno que isso me causou”, comenta.

Mesmo depois de fazer duas vítimas, os ladrões não desistiram da empreitada. Entraram na creche de assistência Nossa Criança de Tibiriçá. Levaram R$ 1 mil em dinheiro, valor que seria usado na formatura de 20 crianças do pré-primário, dois rádios, uma máquina fotográfica, um fardo de carne, 50 litros de leite e 30 quilos de feijão.

O subprefeito de Tibiriçá, Edson Cavalieri, avalia que o estrago foi grande. “O dinheiro era da formatura das crianças, assim como toda a alimentação seria usada para elas. Nós atendemos 89 crianças e este furto complicou o bom andamento da creche”, relata.

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Sem força de reação

Nem todos os furtos ocorridos no distrito de Tibiriçá foram registrados na Polícia Civil, adverte o delegado Francisco Bromati Filho, titular do 1º Distrito Policial, que é responsável pelo policiamento da localidade. De acordo com ele, como os furtos são de autoria desconhecida, os boletins de ocorrência são encaminhados à Delegacia de Investigações Gerais (DIG). “Uma equipe será designada para investigar os casos, mas é necessário que as vítimas registrem em boletim de ocorrência”, frisa.

Para o subprefeito Edson Cavalieri, o policiamento está deficiente. “Estamos conversando com o comando da Polícia Militar para ter um policial permanente aqui. Atualmente temos policiamento até determinada hora e os ladrões já descobriram isso e agem quando não há mais polícia no distrito”, comenta.

O comandante da 3ª Cia da PM, capitão Flávio Jun Kitazume, responsável pelo policiamento no distrito de Tibiriçá, diz que os policiais estão tentando coibir a receptação. “Estamos preparando uma série de ações para identificar quem está comprando o cobre”, ressalta.

O capitão informa, ainda, que aguarda uma sinalização da prefeitura para a reforma do posto policial, que passará a ter um policial militar permanente. “O policial e a família vão morar lá. Eu já tenho um voluntário e uma viatura pronta para colocar no distrito”, revela.

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