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PT deve perder apoio de aliados de 2002

Folhapress
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São Paulo - Os partidos de esquerda que apoiaram direta ou indiretamente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2002 não devem repetir o apoio em 2006, com exceção do PCdoB. A razão: a crise política, que abalou a imagem política do PT e do próprio presidente Lula e, mais importante, a condução da política econômica, que contrariou bandeiras históricas de algumas das legendas.

Em 2002, a coligação PT, PL, PC do B, PCB e PMN apoiou Lula no primeiro turno, a qual se somaram os partidos PPS, PDT, PTB no segundo turno (com o apoio do candidato Ciro Gomes) e PSB (com o apoio de Miguel Arraes e Anthony Garotinho, ainda vinculado ao partido). Essas legendas formaram a espinha dorsal da chamada “base aliada” do governo Lula em seu início, com o apoio do PMDB. Hoje, somente a aliança PCdoB e PSB parece ser a configuração da esquerda possível para apoiar o PT em 2006.

As articulações preliminares entre alguns desses partidos mostram, em princípio, que Lula (o mais provável candidato do PT) pode estar mais sozinho em 2006, pelo menos à esquerda. E que a senadora do recém-criado PSOL, Heloísa Helena (AL), pode ser a mais provável catalisadora de uma candidatura para algumas dessas legendas.

O secretário-geral do PPS, Rubens Bueno, afirma que está em curso articulações para formação de um bloco do qual fariam parte o PDT, o PV e o PHS, para lançar candidato em 2006. Os nomes na mesa são o próprio presidente do PPS, Roberto Freire (que já foi candidato em 1989) e, pelo lado do PDT, os senadores Cristovam Buarque (DF) e Jefferson Peres (AM). “Estamos trabalhando desde dezembro para construir uma alternativa de poder para o Brasil”, afirmou Bueno. “O objetivo é termos um projeto à esquerda para o País, porque ontem o PT e o PSDB se confundem”, acrescentou.

O PDT, por sua vez, confirma as articulações com o PPS, além do PV, do PCB e do Prona. “Esse bloco único, por enquanto, não está configurado”, diz o presidente do partido, Carlos Lupi, que joga para março a definição dos nomes. O PCB, por sua vez, articula com o PSOL e já assume a senadora Heloísa Helena como virtual candidata para um provável bloco.

O PSOL, que realiza seu primeiro congresso nacional em março, negocia também com o PSTU, uma legenda que se lançou numa empreitada solitária em 2002, mas sinaliza que vai se aliar com o partido da senadora e o PCB para 2006. “Nossa idéia é criar uma aliança de esquerda socialista para apresentação de uma candidatura única”, diz José Maria, presidente do PSTU e candidato da legenda em 2002 à Presidência.

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