Bairros

Sindicatos apontam processo de horizontalização

Fábio Marinari
| Tempo de leitura: 1 min

Representantes do Sindicato da Habitação (Secovi) e do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon) regional de Bauru) acreditam que o lançamento de loteamentos fechados iniciou um processo de horizontalização na cidade.

Para o diretor do setor de imobiliárias do Secovi Fernando Pegorin, esses empreendimentos oferecem qualidade de vida, segurança e privacidade, fatores que têm despertado cada vez mais a atenção da população de classe média e alta da cidade. “Essa segmentação ocorre em razão dos custos do lote. Ao comprar um terreno no valor de R$ 50 mil, daria para o morador adquirir um apartamento na periferia”, calcula.

Segundo Pegorin, são vários os casos de pessoas que mudam de apartamentos para casas por conta dos altos custos do rateio do condomínio, por questões de privacidade e conforto ou por causa da proibição de animais de estimação em alguns prédios.

O diretor regional do Sinduscon de Bauru, Ralph Ribeiro Júnior, também não vê nenhum movimento de retomada da verticalização na cidade. “Já não existe mais demanda para atender o mercado. Houve, no passado, um “boom” nesse setor, mas a tendência agora é outra, a dos loteamentos fechados”. Porém, Ribeiro reconhece que o município ainda possui alguns espaços que podem ser destinados para a construção de prédios residenciais. “Embora tenhamos uma situação geográfica ruim em ralação às divisas, o momento econômico não é favorável para grandes empreendimentos imobiliários”, avalia.

Ribeiro afirma que o principal diferencial dos condomínios horizontais é a capacidade que os mesmos possuem de aliar a segurança de um prédio com o conforto e a comodidade de uma casa.

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